POESIA e prosa em GALAICO-PORTUGUES
PARA O TERCEIRO MILÊNIO

Desde Santiago de Compostela
para o mundo
CHANKECHAM
Presenta em dominio pùblico
O livro dos Samaruas

Incunàbulo impresso com tipos talhados a mâo polo autor,
mas que, por motivos de espaço, sô se pode apresentar
 deminuido algo em tamanho e muito em nitidez.
     
Eis aqui a musa,de nome Virginia,que inspirou a obra
toda de Chankecham

Bibliotecas donde se pode consultar este livro:
Harvard-Cambrige-Autonoma de Barcelona-Ambrosiana-
Oxford-Tubingen-Frankfurt-Vaticana N-de-France-K V K Leuvem-N-de-Portugal-N-de-Espanha-Compostela-Catalunya-
Complutense.
Nota

Este livro contem -10- pequenos livros independentes um do outro,
mas sempre abordando o mesmo tema,ainda que desde diferentes
postulados. Cada livro està dividido em -15-suras,maximas ou
versìculos,a maneira dum novo e particular Evangèlio.

MENU DE O LIVRO DOS SAMARUAS

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Introito

       

A palavra -SAMARUA- foi recolhida do comunicado presentado por
E.Peinador Lines,na revista--NÔS--com o titulo de "Vocabulàrio  dos
cesteiros de Mondariz" e que aparece na pàgina 18 do Boletim 14/ 7/
XII/ 22/ segundo consta no primeiro tomo da dita revista,publicada em
fac-simile por a editorial "Galaxia" de Vigo.
Nela dize-se: Xamarua:Companheiro ou camarada,(que eu troquei em
"Samarua"),o mesmo fiz com a palavra-Queicos,que transformei em-
"Keicos",pessoagem que protagoniza o livro "No Jardim das Pedras"

Feita esta alaraçâo,que mais vai dirigida aos alheos a nossa cultura,
passo a esclarecer,para os que gravitam na nossa

problemàtica nacional,
que os ideais do "Nacionalismo integral" de cujos principios participa
esta obra,estâo assentados na fè da primacia dos valores èticos,primando
sempre os mètodos nâo violentos,exaltando a força do amor,a exempla-
ridade da generosidade,a lucidez da persuaçâo e o poder da humildade;
a vez que procura entender e comprender,a luz dos valores morais,
a violència dos que se resistem a qualquer feito libertador,para assim
a superar com eficàcia e valentia.
                                                                                   CHANKECHAM
          Dar vida sem tomar posseçâo.
Actuar sem apropiar-se.
                      Ser jefe entre os homens sem mandar.
Essa è a grande Virtude.
                                                                TAO.

LIVRO-I






I
Chnkecham disse: "O amor è vida,a falta do amor è morte.Nem no ar,
nem nas entranhas do imenso mar è possivel a vida sem o amor.È mais,
a nâo existència do amor no mais alà,supoe a negaçâo do alem.
Amemos si queremos viver,jà que viver e amar sâo a mesma cousa,
Temos umha familia,temos um povo,temos umha pàtria;o nosso amor è
o seu sustento.Sem amor a pàtria nâo existe,mais nôs temos umha pàtria.
Entâo è que ainda tem quem ama o seu"

II
Chankecham falou: "Nôs somos nôs por que amamos o nosso e o
defendemos e o sostemos com o nosso amor.Se nâo amàsemos a pàtria,
nâo a defenderiamos,nem nôs seriamos nôs nem rem. Seriamos umha
lembrança,um èco perdido na memòria do tempo,um punhado de cinzas
jogadas ao vento.Amemos si queremos ser manantial de vida. A pàtria
tem sede,demo-lhe todo o nosso amor. Sô assim a comunidade poderà
 perviver alem do tempo."

III
Chankecham disse: "Samaruas,ê preciso que de umha vez por todas
entendamos que a liberdade sô se pode conquistar por intermeio do amor.
O homem que nâo ama jamais serà livre. Sem amor,o homem è um escravo.
Os povos que nâo se amam como irmâos sâo povos sometidos. Ditoso o
povo que mais que umha naçâo considera-se umha comunidade familiar.
O nosso povo è umha comunidade bem definida,mas nâo è livre.
Porquè...?Eu vos digo,Samaruas,que esto se deve a que moito inferior è
o nùmero dos que se sentem irmâos que o dos indiferentes. O coraçâo da
mairia està dormindo o sono dos que ainda nâo morrerom. Forçoso è que
todos esses coraçâos despertem ao mundo da iluçâo. 

IV  
Naquele tempo,um Samarua perguntou a Chankecham: "Maestro,
como èpossivel amar a quem nos òdia?" E Chankecham disse:
"Samarua,nem eu te ensino nem ti de mim aprendes, por esso nâo è
correcto que me trates de maestro, sim de Samarua ou irmâo.
Pois que na vida estamos sempre aprendendo,de sorte que
todos somos aprendizes.Sô o sàbio pode ser tratado de maestro,
mais a sabiduria encontra-se tam alta como as estrelas,i eu sou tâo pequenino!
Mas ei aqui o meu parecer ao que perguntas:
Que è o òdio? Nâo è umha doença? E sendo assim,como podemos
deixar de amar a umhas criaturas que se acham doentes?
Nâo Samarua,no livro dos sàbios escrito està que tam sô
o amor pode curar um coraçâo ferido,e de que o òdio è esso,
umha ferida no coraçâo. Tambem diz que o caminho nâo existe
e que è o homem quem o fai ao andar...!
"Estas verbas dizem mais do que parece."

V
Chankecham abriu o livro da sabiduria e disse:
"Escrito està aqui,que o ùnico vieiro certo nesta vida è o vieiro da justiça.
Um vieiro estreito semeiado de espinhas e que tâo sô
o amor tem a vontade suficiente para o percorrer."
Os bons e generosos tenhem o vieiro e a vontade,nôs,os
Samaruas,temos a palavra para espalhar a boa nova,
mais esto nâo basta,pois que o povo sô tem olhos para os feitos.
Tem vezes em que as palavras sobram.
"Que as nossas obras falem por nôs è o que o povo deseja,
è o que um homem de bem pretende.Assim,sem mais."

VI
Abrindo o livro dod sàbios Chankecham falou:
"Axexar a ocasiâo,aborda-la sem temor e com manha,
e aproveitar-se dela com energia e perseverança,
tais as virtuais condiçâos do èxito

"Escrito està aquì,para ensinar-nos a nâo desperdiçar a ocasiâo
que temos de achegar-nos ao povo,de misturar-nos com o povo
para oferecer-lhe o nosso entusiasmo e a nossa ilusâo.
O èxito è o fim,mas o meio è a nossa vontade de fazer algo polo povo
e para o povo.Nâo existe nem um sô homem que seja tam cego
que nâo enxergue a utilidade da obra feita para o bem de todos.
Se algum existir,
deve-se ter em conta de que a perfeiçâo nâo è deste mundo.

VII
Diz o livro da sabiduria,segundo a interpretaçâo que dele faz Chankecham:
"Todos os homens nascem com o germem da obra que tenhem que cumplir nesta vida"
A nossa obra è a nossa pàtria.
Construila um pouco cada dia è a nossa tarefa a cumplir.
O amor è o germem que temos que alimentar com fartura,para que se espalhe
polos confins da terra e por entre o povo todo.

VIII
Chankecham disse: "No grande livro està escrito que as cousas
deste mundo nâo càmbiam atè que alguèm as fai cambear"
Ei aqui a nossa tarefa: provocar e dirigir o càmbio dumha
comunidade oprimida,espoliada e desinformada,
atè a transformar  numha comunidade livre,farturenta,culta e feliz.
A tarefa nâo è pequena, nâo,mais tampouco è impossivel.

IX
Nâo nos chamemos a engano.
A funçâo da làmpada è alumear,se os homens fecham os olhos a luz que espalha,
nem por esso perde a sua funçâo que è a de dar luz.
O livro dos sàbios diz: Houve um tempo que os homens creiam que a terra
nâo se movia; que era o Sol quem andava arredor da terra,
mas ei aqui que apareceu um sàbio e disse:
"Nâo! A terra è a que se move e com ala os demais astros ,arredor do Sol"
Os poderosos,nâo concordarom e obrigarom ô sàbio a rectificar
o dito sob pena de morte. E o sàbio rectificou,razoando para si:
"Bem,ainda que eu e todo o mundo o nega-se,nem por esso
a terra cambearà de caminho e seguirà a mover-se eternamente"
Nôs temos umha pàtria,somos umha naçâo,
apregoàmolo entre todos os povos,jà sejam vecinhos,jà sejam alheios,
mas se os bàrbaros fecham os olhos a nossa luze se negam a enxergar a verdade,
preferindo as trevas da ignorància,nôs nada podemos fazer,
A nossa natureza è espalhar a luz e iluminar aos que vivem nas trevas.
Nâo a impor. Palavra de chankecham!!

X
Escrito està que si nôs nâo encontramos o caminho para redimir o nosso povo,
nôs mesmos temos que fazer o caminho.Assim falou Chankecham e sentenciou:
O que nâo pode continuar è a submissâo paralizante.
O corpo e o espiritu dum povo tamèm se atrofiam.
Loitar polo bem de todos è reviver.
O corpo move-se,o espiritu voa.
Se for preciso voemos!

XI
"Nâo tem,nem um sô dia nesta vida,que nâo traia consigo a ocasiâo de fazer algo
polo bem dos demais por pouco que seja.Um bem dantes nunca feito e
que jamais se poderà repetir"
Assim està escrito no grande livro ao dizer de Chankecham.
E diz mais Chankecham:
Se cada um de nôs,fazemos um pouco por erguer o nosso povo,
antes de fechar o dia,teremos um povo de pê. E quem sabe se com a alvorada
nâo vota a caminhar!! O nâo jà o temos,no desencanto da gente.
Vaiamos a polo sim,com a ilusâo do dever cumplido!

XII
O que tenha ansejos de loitar pola liveraçâo do seu povo,
que aproveite o instante em que lhe aparecer o desejo,
començando no acto polo que pensee poida fazer.
Qualqueo demora ou dilaçâo a de ser sempre imperdoavel.
Os povos tenhem memòria e sabem esperar,a ocasiâo nâo.
Esta sô sabevoar e voar.
Palavra de Chankecham!

XIII
Escrito està no livro da sabiduria:
"Que a ocasiâo è calva e com um sô cabelo
na testa,polo que a podem colher os que tenhem tino,
mas si se escurre,nem os mesmos Deuses
tenhem poder para aproveitar-se dela outra vez"
Chankecham disse esto e dirigindo-se ao povo sublinhou:
È dever do povo matinar nestas cousas.
O povo deve de estar sempre alerta.
Cada cidadâo tem que ser um vigia.
Nôs temos o ouvido fino e a vista afiada,
mas nâo temos mil olhos nem mil orelhas.
Nôs nâo somos Deuses nem gigantes.
Somos tam sô adeantados por se alguem tem que caer
A ocasiom pode aparecer jà,povo.
Alerta,sempre alerta.Alerta desde jà!!

XIV
Chankecham disse: Samaruas,se o povo,desejoso de liberdade
começa a caminhar polo vieiro da liberaçâo,com passo firme ,
vontade fèrrea e peito ilusionado,nâo imploremos
como nenos,a divina prvidència,o que fazer.
Nâo! Misturemo-nos com o povo
e com ànimo afervoado,brademos ao unìssono:
Caminha povo...caminha!!

XV
"Os grandes povos,nâo forom aqueles que esperarom submisos
a sua oportunidade. Nâo! Forom aqueles que a espreitarom,acurralarom,
a someterom e a puserom ao seu serviço"
Escrito està no livro da sabiduria e vale para todos os povos
em todos os tempos. Esto disse Chankecham e logo exclamou:
Dasperta povo meu,desperta do teu sono de Sèculos!!
Assim falou e o povo abriu os olhos.
Se a palavra tem tal força,que nâo terà umha recta conduta?
O povo enxerga,que ninguem se engane!
O povo olha os feitos e jà se acostumou a luz...
E pode caminhar polo seu pè...!

LIVRO-II
 
 



I
Disse Chankecham: Pobre è o nosso povo,
pobres somos ante o concerto das naçâos,
mas esso nâo è motivo para desfalecer e fugir ao reto da història.
Escrito està no livro dos sàbios que: "No cham mais pedregoso nascem as mais
belas flores e que entre os mais outos penedos inçam as gigantes àrvores que
semelham tocar o cèu."
Sàbia è a natureza,ao homem de bem compete imitala!
Um povo de bons e generosos è capaz de galgar o ceu.

II
Chankecham falou: Qualquer um sabe que a pobreza è terrivel e que desacouga
ao mais homem dos homens.
A misèria è como um furacâo que castiga aos pobres marinheiros no meio do
mar. Mas,as veces,tamèm è coma umha doce e tenra brisa que predispoe ao
homem a sonhar.
Sonhemos,Oh povo meu,sonhemos com umha pàtria ceive e justa!!

III
Tem veces em que a pobreza è coma um sesto sentido.Nôs temos este sentido,
jà que somos pobres,ao menos,no computo da meia geral.Usar este sentido
è vital para o bem de todos.Palavra de Chankecham!

IV
Escrito està no livro dos sàbios que nâo todos os infortùnios sâo umha maldiçâo.
"As veces,as contrariedades sâo um grande bem,pois os atrancos
vencidos,nâo è tam sô que nos ensenhem,senâo que fortificam o espiritu
para futuras loitas"Um povo curtido nas lavouras contra o infortùnio,tem
azos de abondo para afrontar as mais insospeitadas empreitas.
Fixemos umha meta ao nosso esforço e ninguem nos deterà atè o coseguir.
Assim falou Chankecham e o povo escoitouno,pois o povo nâo è parvo,nâo!

V
Nâo tem dùvida de que os precursores do progreso contemporàneo forom
povos agrilhoados polas mais negras calamidades: A fame e a misèria.
Chankecham disse: Esto parece umha mei verdade e o è,se nâo se lhe engade
que eram povos livres.
O nosso povo è um povo avassalado.
A nossa pàtria è cativa.
Loitemos pola liverdade,afirmando a nossa identidade colectiva e despois
jà brilharà o Sol para todos.

VI
Cankecham abreu o livro da sabiduria e disse:"De certa feita,um neno sordo,
queria que seu pai lhe dera licença para deixar o lar e fazer-se homem,mais
seu pai negou-lha.
Eis aqui que este coitado neninho,a quem seu pailaroco pai,tâo sò creia
capaz de aprender o humilde oficio de sapateiro,chegou a ser um sàbio
e no seu talher escreveu a sua primeira obra"
O nosso povo è pequenino e padece de sordeira.
Nos bem sabemos quem quer facer de nôs alem de remendâos,humildes
labregos e marinheiros.
A nossa primeira obra,devèmola levantar no nosso cham,mas sem pedir
licença,pois que no mundo tem moito pailaroco com titulo de pai.

VII
Disse Chankecham: Escrito està que os atenienses quando erigirom umha
estàtua ao escravo ESOPO,è porque sabiam que o caminho do honor està
aberto para todos os homens.
Nòs sabemos que tamèm està aberto para todos os povos e que honra
e liberdade sâo parelhas.
Tamèm que,a pureza do nosso honor,quebrarà para sempre,
as cadeias que nos aldrajam.

VIII
Um mìnimo de ilusâo e outro tanto de unidade,mas com o firme
propòsito de conseguir a liberdade,nimgum povo por mui pobre
que seja, deve desmaiar,
A liberdade nâo tem favoritos,sò tem seguidores.
Palavra de Chankecham!!

IX
Houve um tempo em que atè os gigantes nâo eram ceives.Era o tempo
em que eram torpes.
Quando espavilarom,conquistarom nâo sò a liberdade,senâo o mundo!
Chankecham disse: Espavila povo,espavila.Se nâo eres um povo de
gigantes,tampouco a tua intençâo è ter o mundo aos teus pês!

X
Quando um povo è livre a pessoa è farturenta. A misèria esta mais
na falta de ideas redentoras que no bandulho.
Quem pensa como um homem livre, pensa como um Deus.
Se um povo ama a liverdade e a justiça,disse Chankecham: è impossivel
que passe pame,se a passar,nâo a terà como um castigo e sim como
umha prova ao seu recto juiço.

XI
O fim supremo do homem ou dos povos ,nâo è a glòria e sim a
felicidade. Chankecham disse:
O nosso povo tem todo para ser feliz,se nâo o è,è por que tem
quem lhe atranca o vieiro.
Jà conhecemos o objetivo,poè-lo em pràtica è o nosso proximo passo.

XII
A fame nâo è a maior desgraça dum povo.A grande misèria do povo
è a ignorància e com ela a cegueira do seu ser.
O dever dum Samarua,disse Chankecham: è alimentar o espiritu do
povo com o exemplo dumha recta conduta,praticando o amor e a
fraternidade. Esto e tam sò esto,alenta e sostem a ilusâo dum povo.

XIII
Disse Chankecham: Escrito està que nem os mais felizes conseguirom
a dita sem esforço.
O bem de todos è a suma de moitos esforços.
As vezes um pequeno esforço quase se assemelha a um prazer.
A què esperamos  emtâo, para acometer umha tarefa que tam pouco custa!

XIV
Samarua: o povo està alienado,sò pensa no bandulho,nada podemos fazer!
Chankecham retrucou: Olha este espelho.Nâo reflexa a imagem dum home
do povo? Si è assim,è porque nâo està todo perdido!
Tu eres parte do povo,misturear-te com ele e multiplicar-te è tua tarefa.
a do povo è semelhar-se a ti.
Mentras ti sejas um Samarua hàesperança
,pois que en ti e no teu comportamento,
o povo terà sempre um espelho em que olhar-se.

XV
Nosso povo nâo tem conciència de ser. Perdeu a memòria do que foi.
Jà nâo enxerga mais alà do que è.
È um povo esnaquizado!
Chankecham disse : Tu eres povo e em ti està, Samarua, que chegues a ser
moito mais do que eres.
O intentalo,jà è superar o que se è, tu tens consciència e tens memòria,
nâo tem pega,creeme,atingiràs qualquer meta

LVRO-III
 
 
 
 
   

I
 O livro dos sàbios diz: "Si amas a vida,nâo malgastes o tempo,porque o tempo
è a teia da vida" O povo è dono do tempo,se quer fazer o seu traje a su medida,
nâo pode malgastar a teia que è a sua mesma vida.
Hoje umha pontada,amanhâ outra e o traje,mais cedo ou mais tarde,estarà
rematado. Sò entâo o povo,poderà gozar da felicidade na flor da vida.

II
Chankecham falou: O que quer conseguir a felicidade,nâo pode perder nem
um sò instante em acometer a tarefa.E ter em mentes sempre que nem toda
eternidade seria o bastante para recuperar o momento perdido.

III
Houve homens que realizarom obras gigantes dedicando à sua laboura sò
uns minutos diàrios ao longo da sua vida.
Chankecham disse: O povo que dia tras dia,oferece uns minutos do seu labor
ao bem de todos,em poucos anos nâo è capaz de saber o tanto bem que tem.
Tal è o poder do tempo nâo perdido!!

IV
Quando um povo nâo quer renunciar ao seu è capaz de gravar nas pedras o
idioma pàtrio para que nâo se perda na noite negra.
Disse Chankecham: Somos um povo de bons canteiros,a força mudos ,mas
nâo cegos. Com o ponteiro das nossas iluçâos perpetuaremos a nossa
existència!!

V
Diz o livro dos sàbios:"Quem pudera comprar por pouco dinheiro as horas,
melhor dito,os dias que os estùpidos senhoritos malgastam na cretinize.
Chankecham disse : O que quer fazer algo polo bem de todos,sempre tem
de sobra na vida umha hora livre para oferecer à comunidade e nâo a
malgasta sem tom nem som como tantos costumam fazer.
O problema è assumir o bem de todos.
Melhor dito,a questâo è ser gente!

VI
Escrito està no livro da sabiduria que nengumha cousa devemos detestar
tanto como a ociosidade,jà que sorve o nosso tempo como a mais nobre das
ocupaçâos e impede que nòs poidamos ser donos e senhores de nòs mesmos.
Chankecham disse: Um povo ocioso sò pode ser um povo de escravos.
Loitemos contra a escravitude laborando polo bem de todos.
Esse è o signo fermoso dos povos  livres!!

VII
Diz o livro dos sabios: "Um humilde sapateiro resolveu dedicar umha hora
diària ao estudio e chegou a ser um dos mais notàveis matemàticos do
seu tempo"
Chankecham disse: um povo por moi humilde que seja,se dedica umha hora
diària de todos os seus cidadâos ao bem de todos,pode chegar a ser em
pouco tempo o mais rico e pròspero dos povos da terra.
Qualquer demora em por-se a tarefa equivale a roubar o que è dum!

VIII
Os povos sò se erguem com bontade e dedicaçâo.Se a metade do tempo
que se dedica as frìbolas diverçâos se empregara no bem de todos,
qualquer povo poderia estar isento de necesidades e considerar-se feliz.
Mas umha cousa è predicar e outra è dar trigo!
Palavra de Chankecham!

IX
De nada vale ao povo estar a lembrar o passado ou a sonhar com o futuro.
O que vale è aproveitar o presente com as liçâos que nos dam as horas
que passam imutàveis ante nos.
Umha hora perdida è irrecuperàvel e ainda nâo nasceu o homem que
seja capaz de taxar o seu valor e compensar-nos da sua perda.
O povo que malgasta o tempo,desperdiça a sua maior riqueza
e hipoteca o seu futuro. Palavra de Chankecham!!

X
"Mal-gastei o tempo e agora o tempo malgasta-me a mim" Diz o livro
da sabiduria. Chankecham disse: Um povo è pròspero quando aproveita
o instante e nâo malgasta nem um sò minuto em inìcuas diverçâos.
As horas empregadas nas tarefas comuns sâo umha divesâo
para um Samarua.
Para o bom e generoso sâo o seu maior prazer!!

XI
 Se pretendemos fazer algo que seja ùtil ao povo fagàmolo jà.
Qualquer demora è um roubo ao bem de todos.
Chankecham falou: O povo està atento aos nossos actos e sabe muito bem
quando aproveitamos o tempo fazendo algo positivo para o bem de todos,
ou quando o malgastamos em futilerias que nada lhe incrementa  o seu
acervo cultural ou material.
Samaruas, o povo pòdeo parecer, mas nâo è parvo,nâo!!

XII
Em cada hora que passa e se perde na incomensuràvel roseira do tempo,
algo de cada um de nôs morre e se extingue como umha luz que se
apaga,deixàndonos as cegas e indefensos ente os retos da vida.
Chankecham disse: Se o vieiro è dificil de percorrer a luz do dia,
mais dificil o serà si temos que andar as tentas.
Cada hora que se recupera para a conta averta polo bem do povo
è como umha làmpada maravilhosa que se acende
no escuro vieiro da vida.

XIII
Chankecham falou:Se pretendemos doutrinar o povo,que seja jà
e que seja com o exemlo,nâo com a palavra.
Nâo perdamos nem um minuto,pois o povo sabe moito bem por
donde vâo os tiros e nâo polo ruido,senâo polo cheiro da pòlvora!!

XIV
Um dia na vida do povo è tanto como umha eternidade.
Chankecham falou: Um dia perdido para o bem do povo està
perdido para sempre e jamais  se pode recuperar.
E quem pode dizer que nâo era esse o dia decisivo?
Umha perda tal è um luxo que nengum povo se pode permitir.
Alerta povo.Alerta!!

XV
Escrito està no livro dos sàbios que Deus sò dà na vida  um momento
a cada vez e que nâo deixa dispor do siguente atè passar o anterior.
Chankecham disse: Aproveitemos ao maximo a oportunidade que nos
depare o feliz momento de cooperar com o povo na tarefa
do bem de todos.
No proximo momento,talvez poidamos como samaruas,
desfrutar o prazer do dever cumplido!!

LIVRO-IV

 
 
 
 
 
I
A maior valia na vida dum povo e o cùmio da fortuna dos seus cidadans
è ter nascido com a vocaçâo dum estado cujo logro colme a sua dita.
Disse Chankecham: Folga dizer que do que estamos a tratar è da
felicidade e que tam sò atravès do estado do
bem de todos se pode conseguir.

II
O livro dos sàbios diz:
"Poucos sâo os povos cuja vocaçâo de liberdade e felicidade
colectivanâo se vira contrariada e atè truncada pola intromissâo
de outros povos mais poderosos a tìtulo de tutores,amos ou maestros.
Com tudo a natureza sempre triunfou pola interposiçâo acertada dos seus
direitos ao estimular a desobedència,o dessimulo,a rebeliâo e o mais das
veces o rompimento difinitivo com a tutela dos poderosos,antes de
permitir que o assovalhamento priva-se ao mundo  do que tanto
custou ao povo engendrar em forma de obra comum"
Chankecham disse: Nunca como agora tam intensamente
me veu a memòria a laboura dos Samaruas.

III
Chankecham falou: Com a palavra tamèm se defende a pàtria,
mas o povo entende melhor os feitos e a patria è o povo.
E bom ter esto sempre em mentes!

IV
No livro dos sàbios està escrito: "Escuto umha voz que tâo sò eu
posso ouvir e que me dize que nâo me quede aqui parado.
Olho umha mâo que vosoutros nâo vedes e que me faz
senhas para que me vote a andar"
Chankecham falou: Escuto a voz da terra que me chama para
arrimar o ombro,Vejo o povo que me faz senhas para que
nâo fique pasmado olhando a vida passar sem interferir.
A esto chama-se ser um Samarua e ter os pês no cham!

V
Estàescrito que "A maneira dum barco no rio,tropeçam os povos
com obstàculos por todos os lados menos polo que mansamente
avança atè o imenso mar das iluçâos"
Chankecham disse: Ilusionar o povo com nosso amor e dedicaçâo
è a primeira tarefa dos Samaruas. Indicar-lhe a rota certa e livre
de ostàculos è o passo imediato. Navegar serena e plàcidamente
polo mar das ilusâos recuperadas jà è umha tarefa comum a
vontade de todos.
Entâo jà se pode falar dumha autentica comunidade
de homes livres e soberanos.

VI
Pecam contra a humanidade todos aqueles que desejam ver
reproducir-se as culturas como as plantas. Nâo lhes entra na cachola
 de que tan sò è possivel existir um ùneco exemplar de cada cultura.
Disse Chankecham: O triste è que nâo se vislumbra um fim
para tam tràgica experiència. E se o nosso povo nâo se opôe
hâo de fazer com ele como fazem com as batatas.
Esperar para ver!!

VII
Assim como Cristo lhe disse à sua mâe: "Nâo ves que estou ocupado
com as tarefas do meu pai!" Assim chankecham falou: Nos devemos
dizer a todos que nos requiram ou importunem: Nâo vedes que
estamos ocupados com as cousas do nosso povo?
Acaso è mais importante o que vos acouga que o bem de todos?
Nâo,creio que nâo!!

VIII
O livro dos sàbios diz: "A naturaleza humana jamais duplica as
culturas. A cada nascimento racha o molde que empregou,jà que
tam sò usa umha vez a màgica combinaçâo de que se vale para
modelar a cultura dos povos"
Chankecham disse: aA nossa cultura è nossa e tâo sò nossa.
Toda adulteraçâo ou corrupçâo por mei de outra è um crimem
contra natura.
O criminal tem um fim que è destruirnos,se nâo o impedimos
o criminal consumarà o seu crimem. Protejàmonos de qem nos
quer eliminar!!

IX
Chankecham disse: Aqueles que pretendem afogar a nossa cultura
cortando a voz da nossa fala,nâo sâo tam sò uns criminais,sâo tamèm
uns loucos.Perigosos quando estâo lùcidos,temiveis quando devaneiam.
A nossa tarefa è dobrada: Defender o que è nosso
e proteger-nos dos tolos!!

X
Falou Chankecham um dia: Se alguèm me dizer que me perdoaria a vida
a condiçâo de jamais me dirigir ao meu povo animàndoo e aconselhandoo
na defensa do que è seu, eu lhe diria: Respeito e aprècio a tua oferta,pero
antes devo obedecer à minha consciènciaque a vos e mentres tenha um
sopro de vida nâo cessarei de aconselhar e alentar o meu povo dizendo-lhe
a qualquer concidadâo em toda ocasiâo e a cada encontro:
Cidadâo,como,sendo galego e por elo erdeiro dumha das mais antigas e
prezadas culturas da Europa,tanto polo valor qualitativo como polo
quantitativo,te envergonhas de o ser e renegas do teu,por quatro mìseras
prevendas,ou por um posto de lacaio mal renumerado com aparència de
muito creto e mais honor.
Assim lhes falarei sempre aos meus concidadâos,sejam jovens sejam
velhos,sem contar para nada com a vida que me oferecedes.
Pois tâo morto eu estaria se nâo puder falar, como
se por falar da vida me privades.

XI
Chankecham falou: A pàtria è umha tarefa comum,nunca è a obra
de um ou de uns poucos.
Quando alguèm se erige em amo ou protector a pàtria sofre,e esso
è porque a pàtria somos todos nôs,o povo todo e ninguèm mais.
 

XII
Se um povo feliz è aquele que tem poucas leis,dictemos poucas
pero justas leis. O contràrio è ir contra o sentido comum e esso
nâo casa com a felicidade. Palavra de chankecham!!

XIII
O que dà a vida pola pàtria sò devolve o que tinha de prestado.
Umha cousa è a entrega com amor e outra è a rapinha.
Chankecham disse: Um povo regido pola justiça e convivendo
em regimem de irmandade,nada exige aos seus concidadâos e
menos impoe. Em troques todo se lhe oferece com ternura e
agarimo. Atè a vida se for necessàrio!!

XIV
Disse Chankecham um dia: Nâo è verdade que cada povo tem
o que se merece. Se for assim,nâo existiria a sorte ou a desgraça.
Os cataclismos e as epidemias seriam castigos ou recompensas,
segundo os casos e os vecinhos ambiciosos um prèmio gordo
de todos os infortùnios.
Ainda assim,cada povo deve de desbravar o seu caminho e forjar
as ferramentas com que vencer os ostàculos. O equilibrio entre
a sorte e a vontade è o fiel da balança que pende da cega justiça!

XV
Samaruas,nôs sô possuimos a vontade. A sorte pertence ao
destino. Se atinamos com precisâo,a justiça governarà a
pàtria nossa e o povo serà feliz. Palavra de Chankecham!!

LIVRO-V
 
 
 
 
 

I
Diz o livro dos sàbios: As bestas nâo vâo mais alà das suas
possibilidades,a prova è que o urso nâo intenta voar nem o
cavalo trepar polas àrvores. Tâo sô o homem na sua teimosia
ou louca reveldia,se opoe a natureza das cousas e a proibiçâo
do estabelecido como sagrado,atè que consegue vencer e
transformar o que parecia imutàvel.
Chnkecham disse: O que loita polo bem de todos nâo pode
fraquejar anque o tratem de louco.
O mundo e a vida sô foi trnsformada por iluminados e jamais
deve desistir da sua laboura quen tem fê na sua obra!!

II
Chankecham falou: A pàtria nâo se faz num dia nem dum
plumaço. Sô se fai com esforço e suor.
Se as veces nos equivocamos de vieiro,devemos reconhecer
que as nossas obras sâo humanas e rectificar no acto atè
dar com o caminho do recto proceder.

III
O livro dos sàbios diz: Todo homem serve para algo e em
algo supera aos demais,ainda que as veces mais de um anda
dum lado para outro sem server para cousa algumha.
Chankecham disse: O homem de bem,embora ande a redor
de sì, hà de atopar um dia o jeito de ser util ao seu povo,
ainda que nada mais seja mostrando aos Samaruas a
diferença que hà entre o que se move e nâo avança e o
que anda e nâo se nota. E esso jà è um grande bem,
pois que o que conta nesta vida è avançar,

IV
Com tal que trabalhe para o bem de todos,o mesmo dà que
o homem faga cestos,machados,estàtuas ou versos.
Chankecham falou:O essencial nâo està no què,senâo no porquè.
Na construçâo da pàtria de nada vale o perguntar de donde
se vem e sim a donde se vai!!

V
"Melhor è ser o Napoleâo dos limpa-botas ou o Alexandro Magno
dos varrendeiros que o carniceiro da medicina"
Chankecham disse: O amor ao povo e a dedicaçâo ao bem de todos,
nâo se amostra com tìtulos e sim com feitos. Quando os feitos
contam as palavras sobram.
Ninguem è mais digno que aquel que obra com amor.
E o amor e tam sô o amor o que faz reluzir as obras humanas!!

VI
Diz o livro dos sàbios: Tem umha divinidade que modela o nosso
destino segundo a plantilha que lhe proporcionamos.
Chankecham falou: O Samarua tem que ter sempre em mentes que
um povo donde prime o bem de todos e donde cada cidadâo veja
em outro cidadâo um seu irmao,estes ditos nâo terâo sentido,jà que
ou a divinidade nâo modela nada ou se o faz e a gosto e medida do
povo. Mas esso è cousa do futuro,o presente è confeccionar a
plantilha que nos convèm e nesso estamos os Samaruas.

VII
Chankecham disse: Feliz quem encontrou o caminho certo e a
sua actividade se dirige ao bem de todos.È umha bendiçâo,tanto
para ele como para a comunidade,que um homem tenha um
ideal,o siga e o use em proveito do povo!!

VIII
Quem despreza um oficio despreza um estado social. Aquele que
desouvir umha vocaçâo,desperdiça umha proveitosa e honrada
possibilidade de ser ùtil ao seu povo. Està escrito que um labrego de
pê è mais alto que um cavaleiro de joelhos.
Dise Chankecham: O que procura o bem de todos e se dedica as
tarefas do seu povo,nâo sô è grande senâo que sobresai entre todos
como umha reluzente estrela matutina.
A mais humilde e simples tarefa è tâo  necesària a feliz marcha da
comunidade como è um insignificante parafuso ò funcionamento
da mais perfeita e custosa màquina.
Umha comunidade sò funciona bem,quando todos os seus
menbros sâo ùtiles e por igual inprescindiveis ao seu
harmonioso funcionamento.

IX
Diz o livro dos sàbios que tem um limite o trabalho exigivel ao
cèrebro humano e que por esso è prudente quem nâo malgasta as
suas energias em tarefas para as que nâo està preparado.
Chankecham falou: As tarefas do povo sâo infindas.
Preparemos o nosso corpo e a nossa mente para o bem de todos
e ver-se hà logo que com pouco esforço e no que menos um pensa,
achamos a maneira de ser felices laborando polo bem do povo.
E que aquestâo è,todos um pouco de todo e nâo uns poucos,
todo o de todos

X
Disse Chankecham: O bem de todos nâo precisa perguntar de
quem um è,senâo o que um è,nem o que sabe e sim o que pode fazer.
A felicidade de todos è a suma de todas as felicidades individuais.
Se tem leis dificiles de rebater esta è umha.

XI
Nâo tem volta de que toda criatura humana serve para algo.
Chankecham falou: N tarefa de erguer um povo e botalo a andar,
uns serâo mais fortes e terâo mais força, outros mais instruidos  e
porende com mais manha,mas todos,pero todos tenhem duas mâos.
O èxito està em que todos colaborem,ainda que alguns tam sò
o poidam fazer com o aplauso.

XII
Chankecham falou: E certo que moitos homens geniais mostrarom
a sua inclinaçâo desde mui nenos e que a seguirom durante toda a
sua vida.Mas nâo o è menos que,para as labouras do bem de todos,
servem todos os homens de todas as condiçâos com tal que a esso
se dediquem com amor.
Para ser um bom cidadâo nâo è preciso ser um gènio nem um
super homem. Sô ser um homem de bem e basta!!

XIII
O livro dos sàbios diz: Cumpre o teu destino sem fùtiles esperanças
nem temeràrios engrandecimentos.
O momento preciso è para cada homemtam trascendental como foi
o màgico cizel para Fidias.
Chankecham disse: quem se ocupa das tarefas do seu povo,
nâo pode demorar para logo o que tem que fazer jà.
O instante aproveitado na laboura do bem de todos,tem a
 mesma natureza que o prodigioso cinzel na obra de Fidias.

XIV
Chankecham disse: Um dia sentì que estava no mundo para fazer
algo epolo bem de todos e pusse-me a fazer. Este e tam sò este è o
 meu poder.Como vedes bem pequeno e ao alcanço de qualquer um!

XV
Disse Chankecham: Sinto um imenso prazer em pensar que nâo
tenho a obriga de pôr em orde a marcha do mundo e sim em
cumplir com ilusâo as tarefas que polo bem de todos
umha estranha e indefinivel vocaçâo me assinou!!

LIVRO-VI
 
 
 
 

I
Diz Chankecham: A maior virtude dum povo è a concentraçâo
de todas as suas energias num objetivo a conseguir.
A maior loucura a disperçâo.
Nâo importa que esto suceda por rabuchas ou folganças,
as consequèncias sâo as mesmas.
Um povo desunido è um povo vencido!

II
Juntos,braço com braço,colhidos da mâo e nâo uns a cavalo
 dos outros è como se construie a pàtria.
Palavra de Chankecham!!

III
O povo que se propoe atingir umh mata,pode abrigar a esperança
de o realizar antes de findar como povo.
Chankecham disse: O trite para o nosso povo nâo è ver morrer
tantas esperanças que ele nâo sugeriu,senâo o ter que aturar
aos hipòcritas que tanto se laiam do pàtrio infortùnio.
E por isso que o povo cala e deixa ladrar os câns!!

IV
Chankecham disse: Cada dia è mais firme o meu convencimento
de que a diferença entre os povos mais fortes e os mais dèviles,
os mais pròsperos e os mais atrasados radica na enèrgica e
invencivel resoluçâo de levar a termo umha empresa
comum atè o triunfo ou a morte.
O nosso fracaso deve-se a que nâo temos nem um propòsito
comum nem umha vontade pròpia.
Somos um povo sometido!!

V
Um dia Chankecham falou: E bem certo que nunca sopra vento
favoràvel para o marinheiro que nâo sabe em que porto fundear.
Nôs conhecemos o porto,que è o de umha comunidade livre e
pròspera. O nosso povo tem um ideal que è o de conseguir a
mais outa felicidade e bem estar. Ao què esperamos?,Acaso
um vento favoràvel que nunca chegarà?

VI
Diz o livro da sabiduria que um propòsito definido è a maior
força que pode ter um povo nesta vida. Nos gestos,nos modos,
nas miradas e nas atitudes,conhece-se bem quando um povo
começa a viver por um ideal.
Chankecham disse: A nôs compete alentar o ideal do povo com
o nosso exemploe com o nosso amor!

VII
Os povos mais dèbiles podem alcançar as mais outas empresas com
tal de que concentrem todo o seu esforço e nâo o desperdiciem em
estèriles vaguedades.Lembremos que atè os mai fortes fracasam
quando desperdiçam as suas forças.
A pingueira da àgua fura a pedra,nâo pola força,mas sim pola
contìnua caida. Assim o machacar constante de todo um povo
na laboura do bem de todos,à de ter por força um findar feiz.
Palavra de Chankecham!!

VIII
Disse Chankecham: Feliz o povo que caminha direitinho ao fim
que se propus como se nengumha coisa mais existira no mundo.
Tenhamos em mente sempre os Samaruas,que este è o prezado
secreto dos povos laboriosos que nâo desperdiçam o tempo
malgastandoo em futilerias e o empregam nas labouras
do bem de todos.

IX
Quando era neno pensava que o trono matava aos homens,
pero despois souve que nâo era o trono e sim o raio.Desde entâo
fiz por berrar menos e alumear mais maximo se se è um Samarua
e como tal se fala com o povo. E isso porque o povo nâo gosta
que lhe gritem,o que gosta è que o alumiem para enxergar claro.
Palavra de Chankecham!!

X
Muitos poucos fazem um moito e umha naçâo sò se construie com
a suma de moitas vontades,a poder ser,todas,a falta de todas com a
maioria. Com minorias,por mui selectas que sejam,sò se contruiem
valados para proteger os rebanhos.
Palavra de chankecham!!

XI
Disse Cankecham: Faz sèculos que o povo espera. Um dia
mais nâo conta,o que nâo pode ser è toda umha eternidade.
Nôs temos a palavra,mas nâo temos o poder.Transformemos
a palavra em poder ilusionando o coraçâo do povo.

XII
Nâo devemos confundir o povo induzindoo a seguir moitos
caminhos.As veces,sem querer,começamos aqui e ali umha
laboura que nunca remataremos e esso porque o amor tamèm
cega e as nosas forzas sâo limitadas.
Nâo esquesamos que o povo olha e cala,mas nâo comunga
com pedras de moinho.
Palavra de chankecham!!

XIII
Viver sonhando nâo è um mal maior,,jà o è,o viver como um
iluso.Os povos necesitam da iluçâo para caminhar felices
polo carreiro estreito da vida. O que nâo podem è
deixar-se levar coma um rebanho.
Palavra de Chankecham!!

XIV
Os povos que consomem as suas energias em loucos
projectos de grandeza e deixam de lado o bem de todos
estâo condenados ao fracaso.
È no cotidiano viver do dia a dia donde se forjam os grandes
destinos. Alem disto todo è sonho ou quimera!
Palavra de Chankecham!!

XV
Umha vontade de ser e umha decisâo firme de o conseguir,
eis aqui a receita dum Samarua para que este nosso povo
alcance as metas que o ideal do bem de todos impoe.
A liberdade num estado de justiça!
Palavra de Chankecham!!

LIVRO-VII
 
 
 
 
I
No relògio do tempo sò tem umha palavra: Hora,diz o livro da
sabiduria. Chankecham disse: Samaruas nôs sò temos umha
sìlava: Jà.
Todo o que nâo esteja supeditado a estas duas letras, sobra!

II
As veces a ocasiâo propicia sò dura um instante e por
desaproveita-lo perdemos toda umha vida.
Bem o dize o livro dos sàbios: "pola rua do Jà-vou vai-se
direitinho a casa do Jà-nunca" Essa nâo è a nossa rua nem
a nossa casa.Chankecham falou:
O nosso endereço è:Dito e feito!!

III
O livro da sabiduria diz:Temos que pegar os instantes todos
que se nos apresentam nesta incerta vida. Nâo podemos
desperdiçar nem umha sò oportunidade que se nos apresente
para dedicar ao bem de todos. Se de tal jeito obramos,
o povo nâo o esquecerà.
Palavra de Chankecham!!

IV
Chankecham falou: Tem momentos nesta vida em que se a
idea duda e os nevos se acalmam tudo està perdido.
Samaruas:polo bem de todos,jamais se deve titubear e em
verdade vos digo que para erguer a pàtria os nervos tenhem
que estar sempre tensos.
Qualquer relaxo è fatal!

V
Disse Chankecham: Para conseguir que o povo te siga è de
mais valia a sorrisa que a espada.
Um Samarua jamais deve de intentar despertar a consciència
do povo batendo no peito dos homens com punhos de ferro!

VI
O bem comum è tarefa de todos. Em nôs està a sua feliz realizçâo.
Se todos aportamos um pouquinho do nosso eu,logo serà umha
realidade. Sendo assim,porquè deixar para amanhà o que se pode
fazer hoje?

VII
Està escrito que o ùneco remèdio contra a indecisâo è a imediata
decisâo. Disse Chankecham: O povo que vacila,que tituvea,està
perdido como povo.
A pàtria è ou nâo è. Qualquer duda ao respeito nâo passa dum
certificado de defunçâo.
O enterro,com ou sem certificado, jà virà depois.

VIII
Chankecham falou: O povo que sempre encontra umha escusa
para os seus fracasos è por que tem em maior estima a valia
das suas razâos que o exito da razoa. Diria-se que a sua
grandeza radica na brilhante justificaçâo dos fracasos.
Mais ou menos como: Chover sobre molhado.

IX
Por aquel tempo Chankecham falou deste jeito: Se os porcos
falaram,ouviriamos dizer mais de umha vez: O que nòs queremos
è umha boa papada,o que nos preocupa è um bom chiqueiro e
umha fresca pocilga.
Samaruas,nòs somos criaturas humanas e precisamos comer para
alimentar-nos,tamèm precisamos um lar e moitas outras cousas,
jà que somos de carne e osso. Porende,nòs temos umha mente e
umha alma ou espiritu,nòs pensamos e sentimos e com nòs o
povo todo.Por isso creamos umha cultura e anelamos um
projecto de vida melhor,donde cada um poida realizar-se
coma um autèntico cidadâo.
Companheiros, aos porcos mòveos o instinto,
nâo os imitemos!

X
O livro da sabiduria diz: "Acostumade um neno ao bom trato
e a finura das boas maneiras e da nobreza dos feitos e da fala
e o transformaredes com o tempo em dono das mais
duradeiras riquezas deste mundo.
A donde queira que vaia nâo precisarà esforçar-se por adquirir
os favores do povo e o seu maior bem que è a confiança dos
negòcios pùblicos.O povo rogarà que os acepte e o colmarà
de regalos e agasalhos"
Chankecham disse: È assim que eu quero disenhar o retrato
dos Samaruas!

XI
Chankecham falou: Com o chapeu na mâo houve quem
conquistou o mundo.Um Samarua tem que der um espelho
donde se reflexem todas as virtudes da criatura humana.
A nâo poder ser tal,que seja umha fonte cristalina que
brota pura e limpa!!

XII
Dumha feita Chankecham falou assim: Quando um Samarua
vai pola estrada da vida,as veces encontra algum câo que ladra
ao passar.O dever do Samarua è arredar do câo e nâo andar as
patadas com ele como faz mais de um paparreta insensivel
as criaturas de Deus.
È justo por-se a defensiva se intenta morder ou isolalo se
estiver doente.
Diz o livro dos sàbios que os francesespor celo do seu tratarom
de lingua de cavalos a fala dos alemâos.
Nòs.na defensa da nossa identidade,tamèm devemos tratar  de
linguagem de câos a fala dos "castratis" quando para
diminuirnos ladram no idioma dos invasores,deixando
que ladrem e procurando que nâo nos mordam...

XIII
O poder dos fortes atemoriza ao povo e em vez de cambear
o vieiro da història esnaquizao. So a persuaçâo e o recto
proceder podem trocar o destino do povo fazendo
um novo vieiro.Palavra de Chankecham!!

XIV
Falou assim um dia Chankecham: A beleza dos feitos
humanos tem que considerar-se em funçâo do bem de todos.
Toda acçâo por bela que se apresente se nâo tem outro fim que
 o egoismo pessoal deve ter-se como indigna dum Samarua.

XV
No livro dos sàbios està escrito como deve de ser e comportar-se
um Samarua. "Tem que ser moderado tanto na pròspera como na
adversa fortuna.Nâo deve pavonear-se nem se hà de humilhar.Nâo
tem que gavar-se dos exitos nem laiar-se dos fracasos. Nada lhe
deve importar que o alabem ou o critiquem.E esso por que nâo
sâo deste mundo as obras perfeitas,nem as horas autenticamente
felizes"
Chankecham disse: A ùnica e verdadeira felicidade dum Samarua
neste mundo è a consciència de que a laboura polo bem de todos,
leva em si a satisfaçâo do dever cumplido.

LIVRO-VIII
 
 
 
 
I
Diz o livro da sabiduria,que a ùnica prova concluinte da
sinceridade dum homem,è a vocaçâo com que pessoalmente
se sacrifica dia tras dia por um ideal.
Chankecham falou: Um Samarua participa todos os dias
na construçâo da pàtria comum,nâo compete. Ele dà-se
a todos sem nada esperar,pois sabe que sò os brutos
obedecem ao estìmulo do prèmio.

II
Està escrito que as palavras ou o dinheiro sâo cousas
relativamente fàciles de dar,mas quando um homem se dà
diariamente a sim mesmo,oferecendo a sua vida e o seu
esforço à causa do povo,demostra com esso que a
verdade e a dignide estâo nele.
Chankecham disse: Esta è a laboura dos Samaruas,este è
o caminho,Mas olho,a nenguèm se lhe pode impor a obriga
de ser Samarua, Esso sai da alma de cada um!!

III
Chankecham falou: Um Samarua jamais deve perguntar
quando è hora de começar a laboura polo bem de todos.
Tem cousa que nem se compram nem se vendem e o
desejo de ser ùtil ao povo è um impulso que nâo està
a venda. Por esso quando surge nâo pergunta,obra,è
como a inspiraçâo aparece e nada mais.

IV
Disse Chankecham: Um Samarua hà de viver tam
entusiasmado com a sua labor,que no caso de morrer
de sùpeto,se poidera achar gravado no seu coraçâo
o desejo irresistivel de ser ùtil ao povo.

V
Quando se trabalha polo bem de todos,deve de por-se
tanto entusiasmo na tarefa que chegue a contagiar ao
povo.Sò assim se conseguirom e conseguiram
realizar as grandes obras e as maiores empreitas.
Palavra de Chankecham!!

VI
Diz o livro da sabiduria que o entusiasmo è um
invisivel e harmonioso espiritu que se acha nas obras
do gènio e que poe a quem as contempla na ideal
presença do seu autor.
Chankecham diz: As labores polo bem de todos,quando
se fazem com entusiasmo,contàgiam ao povo e dà-lhe a
iluçâo necessària para participar na tarefa comum.
E esso è o que se pretende,que o povo participe
e nâo compita.

VII
Chankecham disse que,o Samarua quando està cheio de
entusiasmo,olha cara a cara e deixa atras de si a sombra,
pois que a satisfaçâo de participar com entusiasmo nas
tarefas do bem de todos è moito mais digna e nobre que
a de competir por um incerto bem de cada um.

VIII
Um Samarua deve de fazer as cousa que sabe,mais as
veces si obra com entusiasmo,nâo tem porquè por reparos
em intentar fazer algo do que nâo sabe.O que nâo tem de
fazer è andar a presumir como um pedante,alardeando de
inutil erudiçâo. Palavra de Chankecham!!

IX
Chankecham falou: A moderada habilidade sempre gozou
de maior estima que a deslumbrante palavreria. Um Samarua
jamais deve de abusar da verborreia,nem cultivar o arte de
nâo dizer nada com moitas palavras.

X
Disse Chankecham: Um povo contagiado polo entusiasmo
de laborar polo bem de todos è invencivel e incansàvel.
Ilusionemos o povo com a nossa fê e com a nossa laboura
limpa e desinteresada,sem outro premio que a honra de
participar na construçâo dumha pàtria justa,ceive e feliz.

XI
Nas tarefas do bem de todos,nâo contam as idades,tanto
os jovens como os velhos,si se pôem a tarefa com
entusiasmo,sâo capazes de conduzir o povo polo vieiro
da liberaçâo. Para isto o que conta nâo è os anos mas
sim a intensidade de participar.
Palavra de Chankecham!!

XII
Chankecham falou: Sô umha sociedade participativa
pode chegar a ser feliz. A sociedade competitiva jamais.
Pois para existir um triunfador è forçoso ter um perdedor.
O prazer da victòria assenta-se no amargo sabor dumha
derrota!!

XIII
Que jamais se diga que um Samarua compete e sim que
se fale por todas as linguas do mundo que participa.
Os que ponhem as suas esperanças na competitividade
humana,pouco ou nada se diferènçam das bestas.
Palavra de Chankecham!!

XIV
O mais entusiasta nâo è o que mais berra ou grita,è o
que se entrega a diàrio participando nas labores do bem
de todos.Umhas veces calado,outras falando,mas sempre
contento,pois sabe que a sua sementeira hà de dar frutos.
Palavra de Chankecham!!

XV
A dùvida è tâo tam humana como a fê. O que nâo pode
profesar nunca um Samarua è umha fê cega em nada,nem
 umha dùvida continua nas labores polo bem de todos.
Chankecham falou: A maioria das tarefas desta vida,
resolven-se aplicando o sentido comum e um pouco
de entusiasmo e nada mais.

LIVRO-IX
 
 
 
  

I
Diz o livro dos sàbios: O homem que se respeita
a sim mesmo, pode considerar-se possuidor da mais
prezada virtude.
Chankecham disse: O povo que se respeita, honrando
a sua història e dignificando as suas suas costumes e
tradiçâos,bem se pode considerar um povo que caminha
polo vieiro da virtude,cujo fim è,para seu bem a falicidade.

II
Samaruas,o respeito dum mesmo è o principal freio a toda
caste de vicios. Chankecham falou: Mostremos ao povo que
o nosso passado è nosso e que,embora nâo foi glorioso,è
digno da nossa estima.Que o nosso presente è cousa que
prevem de nòs e que o futuro depende do respeito a esse
passado e da estima do presente.
Sô nôs somos responsaveis do futuro e nesso,jogao todo,
o respeito que temos de nôs mesmos.

III
 O livro dos sàbios diz: Ante todo respeitarvos a
 vosoutros mesmos.
Chankecham Falou: Assim eu vos digo: Samaruas
respeitemos o que è nosso e contagiemos ao povo com
 tâo nobre e recto proceder,pois que a pàtria nâo se ergue
se nâo se respecta o que a conforma e define.

IV
Està escrito no livro dos sabios que qualquer povo se
pode prejudicar a sim mesmo,ja que todos os povos,como
as criaturas que os constituiem,levam consigo o dano
que a sim mesmo se causam e sofrem sempre por isso.
Chankecham falou:Um Samarua tem que ser um
guieiro para o povo e alumiar como um facho
o escuro caminho do seu futuro.

V
Chankecham disse : A desconfiança nas nossas
possibilidades è a derterminante de quase todos os
nossos fracasos. Sabede que a fê no nosso esforço è
jà de por si umha força,enquanto que a desconfiança
è, atè nos fortes,um signo de fraqueza.
Samarua escuta!: Se tens fê no teu povo,logo,logo,
o povo confiarà em ti.

VI
Diz o livro da sabiduria: O respeito a um mesmo
funda-se nos mesmos principios sagrados que o
respeito ao progimo.
Chankecham disse: Se o povo olha que nâo me repeito
a mim mesmo,terà direito a tratar-me como um impostor
porque pretendo boa opiniom dos demais para comigo
sem eu mesmo a ter.
Um Samarua nâo pode esquecer-se nunca deste principio.

VII
Diz o grande livro: Podese enganar algumhas veces a
umha grande parte do povo e quase sempre a umha
pequena parte,o que nâo se pode jamais e enganar a
todo um povo.
Disse chamkecham: Esto è assim porque nunca
poderemos enganarnos a nos mesmos e nos somos
parte integrante do povo. Desta feita,se um Samarua
pretende o respeito do povo,o primeiro que tem que
suceder è merecelo.

VIII
Chankecham falou: O povo tem o direito de medirnos
 com a nossa propia medida: com o metro com que
medimos, com o peso com que pesamos ou com a
opiniom com que ajuizamos as coisas desta vida.
Um samarua indica com seu comportamento o
seu propio e verdadeiro valor e ninguem
tem porquè o estimar em mais.

IX
Chankecham disse: Quem tem consciència do que è,
logo saberà o que pode chegar a ser.
O que em teoria respeita a sim mesmo e ao proximo,
pronto o respeitarà na pratica.
O Samarua quando tem a firme convicçâo de achar
recursos para as suas labouras,com seguridade que os acha.

X
A humildade forma parte da sabiduria,mas nâo pode
opor-se a confiança de um mesmo,jâ que esta,entre
todas as outras qualidades è a mais conforme a
verdadeira virilidade dum Samarua.
Palavra de Chankecham!!

XI
Diz o livro dos sàbios que o gènio è nem mais nem
menos,que o arte de obrar com paciència.
Chankecham disse: Um Samarua,ainda sem estar
possuido dos caracteres que determinam o gènio,deve
 praticar,nas labores que polo bem de todos a sua vocaçâo
lhe impoe,a paciència do Santo Job. E esto porque,temos
 que ter sempre em mentes,que o caminho do Samarua
 està cheio de espinhos e nâo de flores.

XII
Escrito està,que tam sô è verdadeiro o que sai do
mais fundo do ser.
Chankecham disse: Se a este sentimento o seguimos
como segue a noite ao dia,ninguèm olhrà no nosso
comportamento falsedade e o povo que nâo è
parvo,confiarà em nôs.

XIII
Assim como as àrvores tenhem que enraizar-se bem
antes de florescer e dar frutos,assim os povos hâo de
aprender a ter-se de pê,direitos,respeitando o seu
passado e vivendo do seu esforço.
Tam sô,sobre destes cimentos poderà erguer-se
um futuro de dignidade para o nosso povo.
Palavra de Chankecham!!

XIV
Se eu trabalha-se de reparador de calçado,disse
Chankecham:esforçaria-me por que o meu serviço
se estimara como o melhor,de jeito com que a minha
labor dignificara ao homem e honrara a profissâo.
Se de oleiro ou cesteiro o mesmo.Como sou um
Samarua,nas labouras polo bem de todos,
està o meu grande honor.

XV
Quando um homem sabe compor umha partitura,
escrever um livro,erguer umha parede,fazer um traje,
tocar a flauta ou pintar um quadro,o povo hà de
 aplaudirse o faz bem.
Mas quando os seusconhecimentos,os comparte
e ensina a quem deseja aprender,pode-se dizer que
o tal homem entrou no coraçâo do povo e que
de facto è um Samarua.
Palavra de Chankecham!!

LIVRO-X
 
 
 
 
 
I
Chankecham disse: O Samarua tem que ser
de caracter bondadoso para que assim,a bondade
durmida,mas nunca morta,que lateja na alma do
povo desperte para unir-se a sua.
Se nâo pode praticar esta virtude,o melhor bem
que pode fazer ao povo è disistir de ser Samarua.

II
A bondade è como o diamante que talha a todas
as demais pedras preciosas.
As almas bondadosas podem talhar as fomas de vida
dum povo com tal perfeiçâo e arte,que tâo sô a elas
lhe è possivel dar vida e fazer que andem.
Palavra de chankecham!!

III
O caracter que define a um Samarua,deve reflexar-se
em todos os seus actos,tanto nos feitos como nas palavras.
De nada vale expressar um nobre sentimento com frases
eloquentes,quando os actos da vida quotidiana,acusam
umha falta tremenda de ètica no comportamento e
na intençâo.
Chankecham falou: Povo fuge,fuge dos hipòcritas,
mas de todos os hipòcritas e nâo sô dos de
hàbito reconhecido e catologado.

IV
Toda nobre empresa parece impossivel ao princìpo,
Mas escrito està no livro da sabiduria,que o triunfo.
pertence ao reino da perseverança,
Um Samarua jamais deve desfalecer por moitas e
outas que sejam as travas e atrancos na laboura
pola redençâo do povo.
Palavra de Chankecham!!

V
Està escrito que,na tumba dum monarca egipcio,
que reinou polo sèculo quatorze,antes da nossa era,
achou-se um epitàfio que reza assim:
"Nâo danei aos pequeninos,nem opremì as viuvas,
nem maltratei aos jovens,Nâo houve mendigos no meu
tempo nem um sô faminto na minha època.Governei de
maneira em que o orfâo nâo votou de menos ao se pai"
Chankecham falou assim: Que governante pode dizer
o mesmo nos nossos dias? Tam sô o que governe num
estado do bem de todos,pode no futuro falar assim.

VI
A continua laboura vence todas as dificultades e
facilita o que parecia impossivel.
Chankecham disse: Um Samarua jamais pode ser
 inconsciente,Se pretende chegar ao cùmio a sua labor
  tem que ser continua e persistente.O povo sô tem
  ouvidos para os que teimam atè a morte.

VII
Disse Chankecham: De certa feita perguntarom
a um sàbio se o demònio mentia e o sàbio respondeu
que nâo,jà que se mentira deixava de existir.
 Tam necessària è a verdade à existència.
Assim,o Samarua pode ser tratado polo homens do
seu tempo de todo, atè de mensageiro das trevas,
pero jamais deve de faltar a verdade. Tam
necessària è a verdade para o bem de todos!

VIII
Chankecham falou: Quem deseja sobresair numha
arte qualquer deve de estar pensando na labor
continuamente,desde que se levanta atè que se deita.
Diria-se que o secreto do èxito àchase na laboriosidade.
O Samarua que pretende chegar ao coraçâo do povo,
tem que estar sempre dia,e noite,entregàndo-se
as labouras do bem do povo.

IX
O que teima na sua tarefa è porque tem um fundo amor
ao seu povo e um grande respeito pola propia opiniâo.
A perseverància na laboura pola redençâo do povo tem
a sua mais outa expresâo na eterna loita dos oprimidos
contra dos tiranos,da virtude contra da maldade,do
amor contra do òdio ou na bondade contra a
mesquindade dos espiritus embrutecidos
polas prebendas e o aplauso fàcil.
Palavra de Chankecham!!

X
Escrito està no livro dos sàbios que as palavras
sâo como as folhas,quando muito abundam
pouco fruto hà.
Chankecham disse: O Samarua deve de falar pouco
e obrar muito. Mas,se for preciso falar dèveo de
fazer de jeito que com poucas palavras diga
tudo quanto ao povo interesa saber.

XI
Com o nervo que jamais se relaxa,com a olhada que
nunca desfalece,com a mente que por nada se perde,
o Samarua tem que caminhar por entre o povo,como
 mais um do povo,trabalhando polo bem de todos,
sem esperar em troques nem aplauso nem recompensa.
Participar è a sua maior dita.
Sô umha grande bondade pode contagiar ao
povo na tarefa de reerguer a pàtria.
Palavra de Chankecham!!

XII
Disse Chankecham: Samarua se queres ilusionar o
povo se breve,pois as palavras sâo como as raiolas
do Sol,quanto mais concentradas mais quentam.
Nâo esqueças nunca que a brevedade è sempre boa,
pois,dado o caso de que o povo nâo te comprenda,
sempre te perdoarà, com tal de que nâo te
fagas cansativo.

XIII
Falou  Chankecham um dia: O exito do Samarua
nas labores de doutrinaçâo do povo,consiste em
dizer muito com poucas palavras,escolhendo os
pensamentos e ordenandoos,de jeito com que os
menos capacitados entendam e sobre tudo,falar
ledo e com meiguice,jà que o povo entende
melhor a quem lhe toca no coraçâo.

XIV
Para exercer de Samarua,è necessàrio ser conciso
e dizer sempre a verdade e tâo sô a verdade.
Proceder de outro jeito è pôr em juiço a sua
bondade ou a sua capacidade.
Chankecham disse: O povo entende muito mais
do que parece e a verdade conhècea polo cheiro.

XV
O Samarua deve de ter sempre em mentes que o livro
 da sabiduria està escrito com estas duas palavras:
As precisas e as necessàrias!
Palavra de Chankecham!!

 

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