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se pode consultar este livro:
Compostela-Edimburg-Sorbonne-Strasburg-Oxford.
Sâo Paulo.
Por
motivos alheos a bontade do autor este livro ainda nâo foi
destribuido
por outras bibliotecas.
Ediçâo bibliogràfica de setenta
exemplares dedicados aos meus netos:
Lucas e daniel,a minha esposa Virginia
e ao meu afilhado davi e a
sua irmâo Sandra.
Finis coronat opus.
Santiago---------------------------1995-99
2
Viagem!
"
"Ao fim dos Tempos"
O arte da Educaçâo nâo è
outra
cousa que o conhecimento dos meios
apropiados para formar corpos mais
robustos e sanos,espiritus melhor
preparados e almas mais virtuosas.
HELVETIUS
PRIMEIRA PARTE
Cansado de tanta asneira,decidì deixar
tudo e largar-me a procura de J.N.
o meu fantasminha camarada,o qual me
tinha dito que morava no planeta da
"Luz Divina"
Diredes inocentemente,como e de què
jeito um coitado cangado de anos pode
3
Emprender semelhante via-
gem?Como se para isso nâo fora
necessàrio a mais de recursos eco-
nòmicos,outros tanto ou mais importan-
tes qual sâo os tecnico-cientìficos........
Ao que respondo eu e jà: toda grande
empresa sô è factivel se nela
se emprega
a fantasia.Que è preciso umha nave inte-
restelar?Nâo tem pega,imagìnoa
e pronto.
Que isto ou aquilo? O mesmo do mesmo.
E isto è possivel,meus queridinhos,por
que tudo està na mente.Nesta cachola
a que tamèm se chama fàbrica
de sonhos.
Nào tem volta,meus
amiguinhos,o poder
da idea è tâo grande,tâo
portentoso
que sô se pode captar empregando a en-
sonhaçâo.E nessa portentosa nave
bautiza-
da por mim com o nome de fantàstica
ou
fantasia è que embarquei a procura do
planeta da "Luz Divina" guiado sô por
o
afam de achar a J.N. para com ele procurar
4
novas e diversas
formas de sonhar e vivelas qual
se forem reais,para narralas logo de
jeito com que os que as escutem as
vivam intensamente,vibrando com elas,
sentindoas como suas e gozando como eu gozo
ardentemente atè desejar participar
nelas
com o mesmo entusiasmo com que eu parti-
cipo e participarei se Deus quiser.............
Pasmade,Oh meus queridinhos do que
jà vos passo a relatar:.............................
Tal dia como hoje,ei-me aquì que jà
me
acho instalado na minha fantastica nave
que a tâo longinquas paragens me hà
de
levar.Adentro de mim,sinto essa sana
alegria que embarga a todo coraçâo
àvido
de aventuras ao notar na pantalha rastreadora
do espaço que jà me acho na constelaçâo
de ORIOM,a estrela cùmeo do cèu
terrete,
moito longe portanto,do nosso sistema
solar,mas de sùpeto,na prodigiosa
5
pantalha
vâo aparecendo incontàveis
planetas de moi diverso tipo e
tamanho. Ademirado,fixo bem a pan-
talha e observo atentamente atè achar
um que me ofereça facil aterragem,mas,
como eram tantos,confesso que optei por
pousar no que mais perto se me apresentou,
mas,com tâo mâ sorte,que fui a
parar na zona
de escuridade perpètua.Com tudo nem
bem toquei
no cham,eis que me acho com umha caterva de
bonecos,todos eles reluzentes a luz das bam-
bolinas e constituidos dos mais variados mate-
riales.Reparade se nâo:Vi bonecos de
madei-
ra,de cartâo,de ceràmica,de plastico,de
latâo,de vidrio,de pedra,de tela e de
ou-
tros materiales desconhecidos na terra.
Digo-vos que maravilhava de os ver andar,
todos tâo alinhados,tâo impecàveis,
tâo de bom ver e com tâo refinado
gesto e atuendo,como se forem
para umha recepçâo de
gala ou festa.
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Passei um tempo
observando de boca aberta
aquel prodigio,atè que cansado
jà de olhar tanta finura,reparei
a fondo neles e vi que todos possuiam
como o moucho o pescoço giratòrio
e tal
qual aventajados Pinòcchios,umha nariz
mui
grande e prolongada para a frente e que na
tal nàpia,tinham algumha coisa que a
manei-
ra de ìmam,faziaos olhar sempre,moveran-
se para donde se moveram,a um mesmo ponto
o qual se vislumbrava là moito longe
e que
segundo logo me enterei,chamava-se a grande
meta ou o "Poder",assim a secas.................
Apos tais observaçâons,decidi
por os pès no
cham e dirigindo-me a uns que me olhavam
(mas isso era por que o meu corpo interfi-
ria na linha recta que indicava o poder)
assim lhes falei: -Criaturas estranhas
para mim,podeis dizer a este ìn-
cola do planeta terra,donde
è que se acha? Pois
na constelaçâo
7
de ORIOM entrei,
mas,tantos e tantos astros
vì que nâo sei em qual pousei,
nem como se chama,nem a que sis-
tema solar pertence!........................
Mas,ei aquì,que nem um sô de tantos
que
havia,me contestou nem reparou em mim,
porende,como o destino sempre està do
lado
dos bem intencionados,eis que algumha coisa
conectava telepaticamente comigo. Fraca era
a sua mensagem,mas audivel. Era,meus ami-
guinhos,um boneco defetuoso que com muitos
erros e multiples alteraçâons
assim me dizia:
-Criatura alienigena,nâo te esforçes
em comu-
nicar-te com qualquer um destes todos que
olhas,pois perderàs o tempo. Sabe que,a
pesar de que tenhem orelhas nâo possuem
ouvidos e se luzem olhos,jamais enxerga-
râo,jà que carecem do dom da vista.
E do cerebro o que dizer? Forom
construidos para bajular o
poder.Esse que vem
de longe,de
8
là daquela cima
que sobressae na imensidâo
da meseta. Se eu te entendo è
porque sou retorcido e atravessado.
Explicarei-me: Sou mal feito e por
isso è que me nego a olhar para o poder,
de jeito que posso ver tudo o que quero e
agora estou a olhar para ti e assim capto a
tua mensagem,pois a minha mente està
livre
das teias de aranha que entupem o cèrebro
de
todos estes alienados. Graças a que
sou mal
feito è que posso ler na tua mente tudo
o que
indagas. Pena que a minha resposta nâo
te poida
ajudar,pois atino que desejas ser informado
de coisas que desconheço. Sô posso
dizer-te
que este è o planeta TITERETAKUS e que
o
pais no que te achas è o das perpètuas
brumas tamèm conhecido como o paraiso
dos bonecos....................................
Bem razoas,bonequinho torto! po-
rende seràs capaz de dizer-
me se sempre sâo as-
sim ou nâo me
9
expresei
eu de jeito que
me entenderam? Vejo
que ti,ainda que defectuoso bem captaste a
minha mensagem!.............................................
Nâo,terràquea criatura! Nisso
posso assegu-
rar-te que nâo sâo sempe
assim. Sâo muito
piores,mas,como nestas datas,celebran-se
eleiçâos è por que
estâo tam reluzen-
tes e lustrosos.Neste pais escuro,como
em moitos outros,quando tem eleiçâos,
os candidatos a dirigir esta caterva de
inutis,dâo brilho a destro e sinestro
com tal de conseguir o seu voto.........
Por isso è que se apresentam tâo
relu-
zentes,mas,no resto do tempo sâo sù-
cios coma os porcos,aos quais bem imi-
tam,tanto polo bandulho como pola ca-
chola. E de entender-te,para què fa-
lar! Acaso eu nâo te entendì?.............
Tudo isto mo falou aquel engraçado bo-
neco e muitas outras cousas mais que
deixo no tinteiro,para assim continuar
10
a falar
da minha via-
gem,dessa fantàstica per-
grinaçâo que retomei nem bem abandonei
o planeta "Titeretakus"...................................
Devo esclarecer que pese a ser infinito o espaço
que tive que surcar e incontàveis as
contra-
riedades que se apresentarom,para mim,
foi aquela travesia,por entre astros e
estrelas,como um cruceiro de prazer,
pois,abordo da minha fantàstica nave,
nada faltava e se algo queria ao ins-
tante aparecia,como nâo podia deixar
de ser numha nave de fantasia.............
Assim que quando achei oportuno,empro-
ei para a grande nebulosa que segundo
os entendidos acha-se nos confins do u-
niverso e quis o azar que entrara numha
galaxia constituida por um sem fim de
soles,todos eles moito relocentes mas
como se foram planetas,rotavam ao re-
dor dum objeto aparentemente indefini-
vel,porende,matinando comigo mesmo,
11
como è
norma em quem
nunca se conforma assim por
que sim,projetei um espelho màgico,capaz
de desvelar por seu intermèdio aquel
mistèrio.
De pasmar foi o que vì. Resulta que
aquel nù-
cleo misterioso,ao redor do qual rotavam
os milheiros de astros refulgentes,era
nem mais nem menos que todo um montâo
de sujeira ou lixo cosmico. Ainda assim
decidì pousar no primeiro planeta que
atopei a jeito. E assim foi,de sorte que
num instante um vervidor achava-se con-
versando telepaticamente,jà que essa
era a ùnica linguagem que por entâo
co-
nhecia,com um grupo de criaturas de as-
pecto moito parecido ao dos terrìcolas,
mas,resplandecentes como se foram fei-
tos de ouro puro.Pensai no que sentì,
ao achar-me rodeado de gente tâo re-
locente! Em verdade vos digo que fiquei
desvairado e indeciso,mas,como Deus
sempre ajuda a quem de si nâo esquece,
12
logo
voltei em mim
e assim lhes falei:......................
Douradas ou adoradas criaturas,sabede que
quem vos fala anda a procura do planeta da
"Luz Divina"-Podedes dizer-me se este è
o
tal luceiro ou donde o atopar?............
Tal disse e muitos a um tempo retruca-
rom aos berros dizendo se eu era parvo
ou o fazia.-Nâo estava bem a vista que
aquele era o procurado lugar?-Atè um
cego se cataria de que no basto universo
nâo existia outro astro tâo vistoso
nem
tâo relocente como aquele?...................
Assim me refutarom num tom descarada-
mente depreciativo,porende,uns pou-
cos,discordando da maioria,derom por
desculpar-me aos olhos dos seus com
parsas aducindo ignoràcia ao meu a-
trevemento e diziam exonerando-me que
se eu era um bàrbaro,como podia dis-
cernir o certo do falso?.........................
Nâo,eu nâo podia diferenciar a
verdade,
13
da
mentira,estan-
do ofuscado como estava com
tanto esplendor e triste fiquei.Confeso a
minha falta de miras e que a ponto estive de
ir-me em boa hora por donde viera,mas,ei a-
quì que sendo tal qual sou,sempre dado
a duvidar de tudo,veu-me a memòria,
como um lòstrego,o prodigioso espelho
màgico e assim como quem nâo quer
a
cousa falei-lhes humildemente:..............
-Perdoade a este pobre terrìcola, Oh
reluzentes criaturas de tâo luminosso
planeta! Pois se è verdade como è,que
de tâo longe venho na procura desse lu-
gar ou astro que dizem chamar da "Luz
Divina"tendes que admitir que nâo me
embarquei assim a toa,sem mais nem ma-
is e que polo tanto com algum engenho
tenho que contar para verificar a bon-
dade do que se me afirma. Que ninguèm
se arrisca pondo no empenho vida e for-
tuna assim sem mais! Nâo meus bons e
14
reluzen-
tes amigos.
Eu nâo sou um Deus nem um
vidente,mas,tenho aquì no meu poder,um
engenho que reflexa sem trapaças,nem
trucos
a realidade nìtida que ante ele se apre-
senta.Se queredes que acredite no que
me estades a falar,rogo-vos me permi-
tais colocalo aquì,ante todos nôs,de
jeito que possais olhar como me reflec-
ta tal qual sou e logo todo aquele que
quiser olhar-se nele e extasiar-se con-
templando o seu brilho pòdeo fazer.Se
o reflectir tal qual è entâo eu
espa-
lharei por o universo todo que este è
o
planeta da"Luz Divina" E mais, como
esse è o astro que eu ando a buscar
aquì ficarei convosco para sempre...........
Unànimes forom as opiniâos e vociferando
reclamarom que alì mesmo e jà,insta-
lara o ditoso trebelho e pasmade,ami-
guinhos,o que foi o que sucedeu!...........
Quando um desses seres passava ante o
15
ditoso
espelho,este
refletia a imagem do que
realmente era:Lixo,vil sujeira còsmica
amontoada de jeito que conformava um objeto
com formato de pessoa. A simples vista pare-
ciam esbeltas e nobres criaturas,mas,no
miolo da carcaça que fazia as veces
de
vestes,aparecia a realidade trasforma-
da em imunda porqueria que nâo tem
outra relaçâo com o homem que
o poder
contaminante que dela pode emanar......
Esta foi a liçâo que me deparou
o meu
espelho màgico e que bem me valeu para
jamais me fiar das aparèncias. Digo-vos
de verdade que desde aquel dia nunca me
deixei levar por deslumbramentos.........
Foi nessa hora que fiz a promessa de,
nâo ligar jamais para as aparèncias
e
de estar sempre atento à
realidade,
mas,ei aqui,que mentras tais pensa-
mentos rumiava,umha chuva de meteo-
ritos começou a castigar a minha fan-
16
tàstica
nave interes-
telar tâo intensamente que
fiquei com medo,com verdadeiro pànico,
mas como na minha cachola estavam todas as
respostas,nâo demorei em caer na conta
de
que nada mau me podia ocorrer enquanto
estiver a viajar nessa extraordinària
e vaporosa nave da imaginaçâo.
E as-
sim foi,nem bem olhei um buraco por
donde nâo caia asteròide algum,por
e-
le me escorrì e num piscar de olhos
a-
topei-me cum astro fulgurante como o
anterior e que tamèm gravitava na mes-
ma orbita de sujeira còsmica e nele
pousei,Em poucas palavras direi-vos o
que vì,que por certo nâo foi grande
coisa.Para começar fago-vos saber que
nem bem cheguei,jà soube que o tal
mundo era conhecido polos Reluzentes
como o planeta dos "invejolantonatus"
Mas,visto o que eu vì,melhor lhes
caia o nome de "Parbolandionanatus"
17
Olhade
como eram se-
gundo o meu entender: Altos
qual girafas e com dous cornos a jeito de
antenas. Tinham um sô olho no fucinho
e de-
baixo deste òrgâo umha boca sem
dentes que
moviam torpemente e logo muito abaixo,
pois o pescoço era alto como o da gi-
rafa,uns ombreiros dos que saiam dous
braços com duas mâos que pareciam
de
joguete. A barriga,avultada para a
frente tal qual se estivessem prenhes
de insatisfaçâo e os pes,que risa!
Eram obliquos e por elo andavam sesgo.
A verdade,direi,que eram engraçados
pero moito infelices,tanto que depois
de os olhar atentamente senti pena e
larguei dalì a procura de outro acougo
que me protegera de aquela contumaz
chùvia de meteoritos. Assim que,num
pequeno escampo fugì silvando como um
foguete e ao momento atopei-me noutro
planeta similar aos anteriores e que
18
estava
habitado por
seres nâo menos estranhos
e quiças ainda mais ridìculos.
Dizian-se
eles mesmos ser a glòria do cosmos e
veredes
por meus olhos,como de facto eram os "a-
golatrolinos". A verdade è que nâo
tinham
desperdicio estes ìncolas. Para começar
direi que pareciam umha espècime de
galinàceas que no lugar de cauda ti-
nham outra cabeça similar a dianteira
ainda que a menos altura e mais pequena.
Nâo possuiam alas e si braços
como o dos humanos e os pês eram tal
qual os dos porcos. Porende o espetà-
culo era escutar e olhar como conver-
savam consigo mesmo. A cabeceira fa-
lava qualquer coisa e por mais futil que
fora a outra cachola que estaca como
disse,na traseira,começava a gavar
o dito e a bajular ao decidor de tal
jeito que era um primor ver e ouvir.
As veces passavam horas lisonjeando-se
19
por qualquer simple-
za,ao meu entender,parva-
da,mas os tais sujeitos nâo o
entendiam assim e consumiam as suas
vidas inchando o peito e adulando-se
com tal ènfasis e finura que qualquer
mortal dentre nôs acharia insuportàvel
e nâo ia eu a ser menos,de maneira que,
nem bem passou um rebanho dos tagare-
las bajuladores por diante de mim,pla-
ticando a tal verborreia,nâo suportei
mais e dalì fugì como alma em
pena a
procura dum mundo melhor.................
Jà instalado na fantastica nave e sem
mais pensar nos malditos meteoritos,
nem em coisa que se lhe asomelhara,
fuì espaço a fora atè
atopar com mais
outro planeta que girava na òrvita da
mesma sujeira còsmica e eisme de novo
ante outros seres ainda mais estranhos
que os anteriores.Reparade no que jà
vos conto:Eram criaturas de tamanho
20
como o dos terrestes
mas,com umha cabeça o do-
bro de grande,na qual contei mea
dùzia de bocas,com as suas corres-
pondentes lìnguas e gorjas.Tamèm
pos-
suiam doce mâos,que boa falta lhes
fazia para atender tantas tragadeiras.
E logo o bandulho.O que direi de tal
buche! Sô que fazia jus a tanta bocaça.
Era tâo grande como a metade do corpo
todo,quedando as pernas reducidas à
duas patas do tamanho da cachola,ain-
da que mais alongadas para a frente o
que sô permitia um torpe movimento que
qualquer homem normal acharia deses-
perante....................................................
Assim eram os moradores deste groseiro
planeta,que atendia ao nome de "Tra-
galdavantinus".Famoso polas esquisi-
tas feces que os seus cidadans produ-
ciam a escala industrial.Aquì na terra
gentes como estas sâo os "cheinhas",
21
Apos olhar tantas
aberraçâos,tanta penosa e
deprimente forma de vida,fiquei
amais de decepcionado,furioso e
com tal raiva,que desvairado acelerei
a nave de tal jeito que acabou dando
um pulo tâo grande que anulou em mim
todo control sobre o seu mando e como
se umha misteriosa força a impelisse
acabou entrando num desses enigmàti
cos buracos negros...............................
Jà imaginaredes no embrulho em que me
atopei. Tal era o desconcerto naquele
momento.que ainda hoje sinto escala-
frios com sô recordar tais contrarie-
dades e perigos.Assim que tendes-me
que perdoar pero preciso tomar um des-
canso para recuperar fòlegos e logo
continuar o relato que com toda certe-
za vos hà de agradar,pois o que apos
sucedeu è bem mais grato que o que
atè aquì foi dito.................................
22
SEGUNDA PARTE
Eis aquì meus queridinhos,
que jà reposto da fatiga que me
deu o relatar tâo desagradàveis
su-
cessos,passo a contarvos os ventu-
rosos feitos que me deparou o destino
logo apos do que jà vos falei................
Porende,antes preciso dizer-vos como
è que superei o trance de ser enguli-
do por aquel tenebroso buraco negro.
Como jà vos ia dizendo,quando entrei
naquele oscuro redemoinho,achava-me
aturdido e logo ao deslocar-se a nave
as voltas,sempre em espiral,para o
profundo,pareceu-me como que a cabeça
se separava do corpo e andava a boiar
longe de mim,qual num sonho ou pesa-
delo e assim passei,quanto tempo?.......
Incapacitado como estava para retomar
os mandos da nave,por aturdimento mal
podia eu recordar nada de aquel escuro
episòdio.O que sim lembro è que
num
23
certo momento a mi-
nha fantàstica nave espa-
tifou-se contra qualquer cousa,
sucedendo que com o estrondo des-
pertei e voltei em mim,adquerindo
entâo consciència do que passava
e em
que situaçâo me achava. Lùcido
jà, fi-
quei um tempo a espetativa e olhando
que os danos eram menores e que tudo
se achava em calma,erguì este meu
cansado corpo e desci ao cham daquel
estranho lugar.E reparade no que es-
tes meus olhos virom! Ante mim e em
toda a redondeza oferecia-se umha ex-
uberante natureza donde a flora e a
fauna rivalizavam por deleitar o meu
atribulado espìritu.A verdade è
meus
queridinhos,que tâo esplendorosa e
bela era aquela paisagem que nâo me
sinto,assim de sùpeto,capacitado pa-
ra a descrever,mas prometo-vos que
aos poucos ei de dar conta do recado.
24
O que convem dizer
agora è que me achava no
centro da mais longìnqua galà-
xia,segundo o concepto que temos
do perto ou do lonxe.Era a nebulosa
de Andròmena donde a simples vista po-
dia admirar mais dum milheiro de es-
trelas tâo grandes e relocentes como
o nosso Sol.Ofuscado ante tantas lu-
minàrias,dei por divagar de se alì
nâo
estaria o ditoso planeta da "Luz Divi-
na"? Ou,e porque nâo? O cham que os
meus pês pisavam nâo era o ansiado
astro? Tudo era possivel para umha
mente sonhadora e por um lapsus bas-
tante prolongado,acreditei que sim,que
o era e fundava o meu raciocìnio na
contemplaçâo de tanta fermosura,jà
observando o cèu,jà admirando
a fas-
cinante naturaleza. Mas,a realidade
era outra,pois achava-me,segundo vim
a saber mais tarde no undècimo planeta
25
da estrela Miraka-
takus,sinalado nas carta
còsmicas ainda em vigor por toda
a galàxia de Andròmena, como
o pla-
neta Titantotenakus e o pais donde
me achava,atendia ao nome de "A tribu
Brigantus-àurea"sendo o lugar no que
se assentava aquel cachinho de paraiso
da casa de Bonomantinus,velho patri-
cio de quem moito me honro de ter sido
seu hòspede e amigo por tanto tempo.
Apòs o dito,começarei por a primeira
grande surpresa,que jà vos conto e
que foi quando me atopei con Tanatus
filho maior de Bonomantinus,que quase
me mata de susto apresentando-se
ante mim na garupa dum gigantesco fe-
lino,entre nôs leâo,que com soltura
cavalgava como se for mansa ovelha ou
docil corcel.Tremendo como um vime
que o vento abana,intentei fugir,mas
foi em vâo,pois num instante desceu
26
do grande felino e
ante mim se postrou rogan-
do-me telepaticamente,que nâo
me assustara,que nada mâu me ia a
suceder,que tamanha montura era do-
cil e obediente em sumo grado e que
ele sô desejava contactar comigo para
assim conecernos mutuamente e logo
conviver amigavelmente como era comum
em Titantotenacus,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,
Tais razoamentos e tâo docemente ex-
postos por telepatia,jamais tâo clerivi-
dente por mim captada,tranquilizou-
me e ao ponto,como por arte de magia
ou embelezo corri ao seu encontro e
o apertei contra o meu peito,como se
dum filho se tratara,sendo este pri-
meiro abraço o principio dumha inque-
brantàvel amizade. Desde entâo
fomos
inseparàveis,mas,agora vamos ao que
importa aos meus amiguinhos,que è
o
relato dos feitos que logo sucederom.
27
Apòs este primeiro encontro feliz com
um ìncola de tâo distante planeta,fui
levado na garupa de Tantorum,que
assim se chamava o grande felino,en-
costado a Tanatus,atè a casa do seu
pai,o qual com suprema dignidade e
regocijo me reciviu como se eu for um
filho pròdigo que ao lar paterno re-
tornava.Assim era de nobre e amàvel
aquel veneràvel patriarca,que a pesar
dos anos e das abundantes cânas,gozava
de excelente saude e desfrutava de tal
vitalidade que dava contento sô de o
ver.E o mesmo direi da sua dona,san-
ta matrona,Adiamantina,mae de fe-
liz prole que a todos encantava com a
sua presència,sempre alegre e gari-
mosa. Neste marco feliz em todos os
aspectos,achava-me eu como se no mes-
mo paraiso estivesse. E nâo era para
menos! Tudo naquele lugar incitava ao
28
èxtase,quiçàs por ser
tudo novo para
mim ou talvez poque de feito aquelo
era fascinante.As veces nâo acredi-
tando que me achava desperto,belis-
cava-me para comprovar que nâo so-
nhava e isto entristecia aos meus anfi-
triâos,pois para eles era tâo normal
aquel feliz e plàcido viver como para
mim dificel de admitir. Tâo acostuma-
dos estamos os terricolas as mi misèrias
e impurezas da alma humana que se nos
fai dificel assimilar umha vivència
em
harmonia total com todos os seres vivos
da criaçâo. Sim,meus quridinhos,este
era o quiz da questâo que eu e sô
eu,
tinha que superar e o conseguì com o
tempo,paciència e boa bontade...........
Olhade se nâo. Nem bem passou um mes
e jà là estava eu,junto do "Signalogoteta"
O mestre que ia ensinar-me a comunicar-
me com os bichos superiores,,,,,,,,,,,,,,,
29
atravès da sua respectiva linguagem
e
com os humanos por intermeio da pala-
vra,mètodo este moito mais feliz que
o telepàtico para intimar e comprender.
Assim que quando me achei apto para
desarrolhar umha conversa e falar nor-
malmente foi entâo que me sentì
libe-
rado dos anteriores complexos e que
comecei a viver plenamente com os meus
amigos os quais se desvelavam por agra-
dar-me e fazer-me feliz............................
Sô entâo è que comecei a
entender a-
quele mundo,o qual,segundo pude ler
nos seus livros,tinha jà,mais dum mi-
lhâo de anos historiados. De tâo
remo-
tos tempos datava a feliz costume de
conviver irmanados com os animais,aos
quais protegiam e cuidavam qual à
mem-
bros da pròpia familia e em troques
reciviam toda clase de servìcios que
a
cada espècie lhe è dado oferecer.........
30
Enterei-me tamèm que para atingir tal
grado de convivència o home renunciou
a sacrificar qualquer espècie que ao
ser ferida ou decapitada vertera san-
gue fora quente ou fria e isto ainda que
fora umha espècie das mais danhinas
ou
inadaptàveis,conformando-se com as
aislar nas reservas naturales que se
conservam em grandes extençâos
para
tais mesteres......................................
Souve tamèm que a palavra crimem ou
assassinato nâo existia em nengum vo-
cabulàrio e a voz guerra sô era
empre-
gada para indicar a loita contra as doen-
ças,epidèmias desastres ou mutaçâos
microbiològicas perniciosas...............
Em fim o homem em Titantotenakus
vive em plena harmonia com a natureza
e assenta-se nela,nâo como amo e se-
nhor e sim como um membro mais ao que
entre outras moitas cousas compete
31
aplicar o raciocinio e o amor,valores
estes sem os quais a criatura humana
seria um bruto a mais.........................
Agora que jà vos esclarecì de
que jeito
me fui adaptando a esse maravilhoso
mundo,passo a relatar-vos o que
observei ao lado de Tanatus quando
o acompanhei por todo o pais em via-
gem de trabalho..................................
Recordarei-vos em primeiro termo que
o bondoso Bonomantinus,mais a sua
dona,viviam jà no outono das suas vi-
das e que ainda que possuiam energia
suficiente para realizar qualquer em-
presa,estavam mais pola vida tran-
quila e plàcida do fogar a carâo
dos
seus moradores e por tal os labores
que tinham um fim nâo relacionado com
o governo da casa eram realizadas por
os seus filhos e dada a natureza desta
tarefa em comendada foi a Tanatus a
32
sua organizaçâo e direcçâo
da mesma
por ser afim ao seu conhecimento cien-
tìfico e achar-se apto para elo,assim
que na sua companha participei dumha
excurçâo que tantas felices vivèncias
me aportou e que passo a relatar.......
Para começar direi dos objetivos da
encomenda,que fui sabendo tanto por
Tanatus como por os seus ajudantes.
E pareceu-me entender que è vital pa-
ra a sobrevivència do pais o controlar
toda clase de matèria viva,de aì
que
cada certo tempo,os responsàveis da
mesologia organizem umha expediçâo
de control inspeccionando tudo o que è
naturaleza,sendo o seu cometido pri-
mordial tomar notas e mostras que jà
em situ analisam ou remetem por inter-
meio de aves portadoras aos laboratò-
rios pertinentes.E dito esto passo a
enumerar os componentes do incredivel
33
comboio que se formou para levar a ca-
bo a tal empresa. Para o meu
serviço pessoal foi selecionado
um dos mais dòciles e adestrados fe-
linos o qual me serviria de cavalgadura
quando fora necessàrio e que atendia
ao
nome de Tàntor.Tamèm um
ave fenix ou per-
nalta gigantesca chamada Argus,capaz de
transportar por os ares um home durante um
longo periodo de tempo. No momento,ajudado
por Tanatus,familiarizei-me com eles atra-
vès da lenguagem de cada um a qual jà
co-
nhecia graças as liçâos
que o Signalogoteta
me tinha dado. A fora isto,tudo o demais e-
ra comum a todos. Entre o que vì direi-vos
que contei umha dùzia de tractores,to-
dos eles a puxar cada um de oito ca-
rruagens a umha velocidade parelha
ao trote do cavalo,pois em tu-
do o pais o passo è livre
para toda espècie de
animales e
34
por isso que
nâo se podem desarrolhar
velocidades maiores,salvo don-
de nâo hà perigo para a protegida
fauna,tal como no mar oceano ou nas
autovias que se estendem por o ar sus-
tentadas sobre pilares...........................
Nestes vagâos instalaron-se apetrechos
tecnico-cientificos nuns,noutros os animais
e no resto os aposentos,o habitualhamento
e as proviçâos para todos.De animais,contei
dez leâos,vinte avefenis,cem àguias
gigantes,
dous centos alvatros e quinhentos pombos.
Entre as bestas vì como quince cavalos
de montura e dez mulos de carga.De pes-
soal tecnico-cientifico a mais de Tanatus
cinco eram especialistas em determina-
das matèrias e doze ausiliares poli-
valentes que tamèm se encarregavam
de todos os serviços que al-
guèm tem que fazer sem que
por elo desmereça a
sua pessoa.
35
Jà em caminho,
Tanatus comunicou-me que
iamos em primeiro termo ao pais
dos bosquimanos,cuja capital,que
era,Arvòrea-Alva,atingiria-mos ao
sètimo dia de marcha. Nesta primeira
jor-
nada,tardamos mais de quatro horas em
alcançar o bosque propiamente dito,pois
antes passamos por grandes e fermosos pra-
dos,sempre arrodeados de frondosas àrvores
em formato de jardim,que a mais de oferezer
variada e saborosa fruta,alegravam a vista,
guareciam do Sol e covijavam infinidade de
animais que estavam baixo a custòdia
da tribu
na que se atopa o territòrio e que por
certo
recivem trato similar aos que moram nos
fogares com os seus amos e amigos......
Entrando jà no bosque,pasmade do que
vos digo,pois das suas àrbores ma-
jestosas e louçâos dependura-
vam frutos que jamais um te-
rricola foi capaz de
imaginar.
36
Tinham os cien-
tìficos de Titantotenakus
desarrolhado espècimes arbò-
reas que producem todo tipo de
alimentos em formas tâo variadas como
as que aquì temos na terra e com sabor
e textura tâo satisfatòria que
alucinaria
ò mais requintado "gurmet"ou experimen-
tado catador de manjares. E todos estes
frutos pendurando das viçosas pôlas
envol-
tos em càscaras como se fossem nozes
gigan-
tes ou avelans ou castanhas ou cocos e ta-
mèm dentro de peles como a naranja ou
o li-
mâo e em vagens ou simple manbranas.......
Pasmade como eu pasmei ao acharme num
tal paraiso donde com sô abrir umha fruta
te atopavas,segundo a espècie,com um
fi-
let-minhâo ou com umha costeleta ou
um lacâo sucedàneos ora de vitela
ora de porco,carneiro e tantas
outras viandas entre nôs
sempre cobiçadas e tu-
do em tanta
37
cantidade que sô de cada
espècie,que eram inumeràveis
contavan-se por milhâos,mas nâo
era esso sô,pois havia alì arbustos
gigantes e nâo em altura mas sim em
extençâo,que produziam umhas mazor-
cas que nem cabaças que ao madurar
o seu miolo transformava-se em farinha
de trigo,centeio,milho e moitas clases
mais. Tamèm vì outras arbores
de me-
diano porte que produzem em grandes
cantidades todo tipo de legumes e ver-
duras e para maior asombro direi-vos
que estas plantas produzem continua-
mente durante sèculos, de sorte que
em Titantotenakus nâo existe jà
agri-
cultura como entre nôs,estando as la-
bores agràrias dedicadas a recolecçâo
de frutos e ao cuidado das novas plan-
tas que de quando em quando surgen nos
38
laboratòrios que tratam
da evoluçâo das espècimes
ve-
getais. Em troques tem grande pre-
dicamento a que poderiamos chamar
agricultura recreativa,que serve para
lazer e ornato dos humanos e guarida
de um sem fim de animais alados. Mas
nâo para aquì a cousa,pois ainda
achei
mais maravilhas nestes bosques imensos.
Reparei que estavam povoados por toda
clase de bichos que produzem inumeràveis
artìculos e oferecem incontàveis
servi-
ços e nâo è dos menores
a produçâo de
esterco ou o de remover a terra a mais
da produçâo de cerdas que se empregam
na fabricaçâo de coiros por meio
dum
sofistificado proceso de maceraçâo
e
laminaçâo atè obter o produto
desejado.
Admirado estava eu matinando sobre es-
te portento quando Tanatus me disse:
39
-Logo,logo,alì naquele
claro acamparemos para pernoi-
tar.Desce com precauçâo da tua
montura,nâo seja que te machuques.
Dito esto foi-se a ordenar à gente to-
da e dispor ao seu parecer. Eu baixei
da grupa de Tàntor,pois devo dizer-
vos que por novidade,como se for um
menino,viagei ao lombo daquele gigan-
tesco leâo,podendo o fazer comodamen-
te num dos coches finamente acodiciona-
dos,mas o gostinho por o nunca experi-
mentado pudo comigo e ainda que logo me
doerom as costas,dei-o por bem empre-
gado,jà que nada hà mais humano
que o
experimentar todas as possiveis formas
de convivència e isso è o que
foi a mi-
nha cavalgadura sobre o grande felino.
Jà acampados,apòs instalar em
circulo
o comboio,jantou-se e presto cada um
40
menos eu,preparou os pe-
trechos para ao raiar o dia ir
cada um por o seu lado a rastrear
e tirar mostras de tudo que lhe ti-
nham encomendado,tarefa esta que pa-
ra todos era rutinària,nâo assim
para mim
que ainda que nâo tinha outra missâo
alem
de olhar o que faziam os outros achava-
me tâo emocionado que quase nâo
pechei olho em toda a noite,maximo de-
pois de que Tanatus se me acercou e
me disse que ao raiar o dia viria a por
mim para que o acompanhara na sua pri-
meira saida a procura de datos.................
Ao nascer o luz,alà fomos com dous a-
companhantes. Andarìamos assim como
umha hora ao lombo das nossas monturas
a minha era Tantor e a dos ajudantes
tamèm dous felinos como o meu,mas a
de
Tanatus era um ave-fenix,pois estas
41
portentosas pernaltas,
tanto voam como caminham com
o seu ginete as costas e Tanatus
servia-se dela porque em qualquer
momento ia precisar remontar o voo
para alviscar as paragens desde certa
altura. Tamèm nos seguiam voando pau-
sadamente seis àguias,vinte albatros
e
mei cento de pombos.A mais disto umha
docena de mulos cargados de aperos que
pareceu-me serem os trebelhos neces-
sàrios para à ocasiâo.............................
De sùbito o fenix alzou o voo e sem
su-
vir muito pairou em cìrculos como a
pro-
cura de qualquer coisa e num intre achou
umha lomba de discreta altura donde es-
tavam instalados uns engenhos que ja-
mais soube o que eram nem me preocupei
por o saber. O certo foi que logo jà
a ras
do cham,comunicou-nos que para là nos
42
dirigìramos e assim o fi-
zemos. Em chegando desmonta-
mos e num instante os dous ajudan-
tes instalarom os aparelhos e o comu-
nicar-se com o centro superior foi num
periquete. Logo Tanatus acercou-se a
mim e assim me falou:-Ves estes apara-
tos? De seguro os conheces,pois com
certeza no teu planeta tamèm existem
mas nôs sô os usamos como ferramen-
tas de trabalho,moito em especial o
televisor. o que entre nôs tem valor
e
mèrito sâo estas prezadas criaturas
que
como podes ver,agora mesmo,os meus
ajudantes estâo equipando com umhas
cestinhas donde portarâo daquì
a pouco
os bichos ou objetos que è preciso anali-
sar no laboratòrio central e computeuri-
zar.Olha tem animais que estâo vivos
e te-
nos mortos,mas para bem transportar os
43
vivos sem molestia al-
gumha,adormecemolos com es-
tes bastâos disparadores de raios
paralisantes e assim dormindo,os
remetemos para analisar e o mesmo as
plantas ou qualquer coisa que a simple
vista ou ante o rastejador de anomàlis
apresente o menor sìntoma de perturva-
çâo e como logo vas olhar,o maravilho-
so è que dentro dumha hora ou duas jà
acà estâo de volta as aves portadoras
com as instruçâos pertinentes
e com as
mostras que nâo presentem perigo para
o seu habitat e os bichinhos sem ente-
rar-se de tâo surprendente viagem.......
Tamèm te direi que isto o realizamos
para estar ao tanto do equilibrio da
natureza,das possiveis epidemias,das
muito frequentes mutaçâos e das
cons-
tantes que entre as espècies tem que
existir...................................................
44
Se umha espècie aumen-
ta ou desminue alarmantemen-
te,aplicamos a teràpia da fertilida-
de aumentandoa ou desminuindoa
de jeito com que o equilibrio se mante-
nha e sem traumas nem medidas dras-
ticas,sô factiveis de a elas apelar em
caso de catràstofes naturais que por
desgraça nunca faltam.........................
Outro laborioso problema se nos apre-
senta quando aparecem novas espècies,
originadas por mutaçâos naturais.
En-
tâo,temos que aislar,computerizar e por
em quarentena tanto quanto for neces-
sàrio,atè que se comprova que
nâo
oferece perigo algum.Em caso de o es-
pecime ser nocivo ou inadaptavel para
a convivència è remitido a grande
reser-
va dos seres primitivos que pervivem
em liberdade desde os primòdios da vi-
da sobre o planeta e que ocupa um terço
45
da extençâo da terra fir-
me.E isto o fazemos,porque
nâo està no nosso projecto de
vi-
da o contrariar a natureza,assim que
o aislamos e o restituimos a um mundo
donde com certeça hà de acharse
a sim
mesmo-Dito esto,passmos a preparar o
retorno,dando por suposto que as aves
que estavam viajando dariam com nôs
sem problema algum.Jà no acampa-
mento,vì como o pessoal reunido cele-
brava algo assim como um conselho,don-
de cada um informva do seu cometido.
E assim passou aquela jornada e outras,
atè mei dùzia,ao fim da qual
chega-
mos a Arvòrea-Alva,cidade jamais
imaginada por terricola algum nem em
sonhos! Para começar,direi-vos que as
suas casas nâo eram o que nôs entende-
mos por tais. Eram algo assim como gi-
gantescos cogumelos acondicionados de
46
tal jeito que ofereciam
a mais fascinante beleza e
proporcionavam a mais grata ha-
bitavilidade,donde sempre tinha de
tudo e nunca faltava de nada. Algo
que o home sô pode descrever dando
alas a fantasia,assim que deixo que ca-
da um imagine a seu gosto como è aquela
fantàstica cidade.Posso dizer,contudo,
que nâo era moito grande,pois em Ti-
tantotenakus,nâo existe povoaçâo
que ultrapasse ao milheiro de famìlias
dado que em superando esse limite,se
constitue umha nova tribo,porende,ne-
ses dias Arvòrea-Alva,achava-se com
muito mais povoaçâo devido a que
esta-
va-se a celebrar a feira maior,na que
os habitantes dos grandes bosques trem
os animais para mostrar as suas quali-
dades e a vez os aparear segundo cos-
tumes estavelecidas desde tempos que se
47
perdem na memòria dos
sèculos e para tal fim procu-
ram a parelha mais idònea,nâo
sô
ao parecer dos paisanos,senâo que
tamèm ao dos mesmos bichos,pois nem
um sô e forçado a copular se nâo
for
do seu agrado. Mesmo assim,o que mais
me admirou e isto sucedeu depois de ter
acampado e percorrido toda a cidade,
Foi ao adentrar-nos no grandioso recin-
to donde se celebrava a feira ao mirar
com estes olhos meus certos animais lu-
zindo galas incriveis,tal era o caso
da vaca Natàlia,que enfeitada
com um-
ha diadema,toda de ouro incrustada de
esmaraldas e rubies da que pendurava
sobre a testa um medalhâo no que cin-
tilava um avultado diamante e isto foi-
lhe outorgado por ser a maior produto-
ra de leite no pais e por isso garbosa
se passeava por a feira toda como umha
48
autentica campeona.Ta-
mèm vi umha porca enfeitada
com um colar de pèrolas autènti-
cas que lhe cobria o pescoço todo
por estar enrolado as voltas.Esta ma-
rrana,segundo escutei,era a mais hàbil
fossadora que se conhecia nos ùltimos
cem anos e a que mais prezadas e abun-
dantes cerdas produzia,assim que com
toda razâo garbosa e rufa por a feira
se passeava para gozo dos que alì es-
tavamos.Vì tamèm cabras com guirnal-
das penduradas dos cornos e carneiros
com brincos e aros de ouro e preciosa
pedraria. E vì a maravilha das maravi-
lhas,a umha mona com coroa de ouro
e diamantes e a um gorila com o peito
todo coberto de medalhas e condecora-
çâos qual aqueles ràncios
generais de
triste memòria.Justo se diga que estes
pri-
mates,dedican-se a varias lides,porende
49
a sua especialidade fa-
vorita è a acrobacia,na que
avultam tanto no salto como na
trepadura,porende tem um sem fim
de lavores que realizam nas àrvores
e
que por intermeio do sinalogoteta ensi-
nam a quem quer aprender,com dedica-
çâo e eficàcia. E sâo
estes feitos os que
proporcionam honras e mèritos aos
mais sobresalientes,do mesmo jeito se
faz entre nôs com os atletas e outras
pessoas que destacam por entre os mais.
A diferença que achei em Titantotena-
kus è que tais prèmios se outorgam
aos
animais,dado que sâo as ùnicas
criatu-
ras que gostam de luzir toda clase de
joias e condecoraçâos, aos humanos,
nada de esto lhes atrae,para eles sô
o
respecto ou agarimo dos seus concida-
dâos è motivador, assim como olhar
que
o seu lavor frutifica. O maximo com que
50
um sàbio ou artista ad-
mite ser condecorado è com
um ramo de oliveira ou coroa de
loureiro e nada mais............................
Passamos mais uns dias em Arvòrea-Al-
va, nos quais os meus amigos suarom
para inspeccionar tanto bicho,com tu-
do logo derom conta do recado e ao fin-
dar,sem mais demora,pusemo-nos em ca-
minho de Aurea Pètrea,a cidade encan-
tada,toda ela feita de penedos e que
distava seis jornadas de fantasticos
e sorprendentes horizontes.Acà um val,
là um enorme rochedo,logo,nâo
moito
distante um tùpido bosque e a continua-
çâo umha verde campina,Um dia
acampà-
vamos entre agrestes montanhas,outro
acarâo dum rio nâo moito caudaloso
que
descia manso aquì e mais adiante ràpi
do como umha lebre entre rocas e tron-
cos de àrvores que um dia a fùria
do
51
vento abateu,atè que
por fim,alà,ao longe,avis-
tamos a encantada cidade de Au-
rea Pètrea e antes de fechar o dia
jà estàvamos acampando numa fraga
do seu entorno,pois,como pude logo
verificar,aquela cidade nâo tinha pra-
ças nem ruas,sô tinha espaços
moito
reducidos,que a natureza improvisou
ao salpicar de penedos aquele pais.....
Estando a admirar aquela maravilha que
a tantos prendava,Tanatus acercouse-me
e assim me falou: Tudo quanto observes
de certo que te hà de fascinar,porem
algo tem este "jardim de Pedras" que
mas que a ti me encanta a mim.Direite
que è Ana-Bela a dos olhos luminosos
a que me tem atrapado nas sutìs redes
dum amor que algum dia espero se con-
cretize num viver o um para o outro atè
que a morte nos separe.........................
52
Eu escutei embelezado
tâo intima confidència,pois
entendì ser umha prova de con-
fiança na minha pessoa e senti-me
imensamente feliz............................
Apòs esto,Tanatus e os seus ajudantes
indicando-me que os seguisse botarom
a andar por aquel laverinto de casas
tâo maravilhosas,todas elas furadas
nos penedos que dava contento de olhar.
Para que o entendades melhor,direi-
vos meus amiguinhos,que aquel pequeno
pais ou tribu de Aurea pètrea,começou
nos primòrdios da història,ou
seja hà
um milhâo de anos,como refùgio
de hu-
mildes picapedreiros que utilizavam os
mais apropiados para guarecer-se das
inclemèncias do tempo. Mas, eite aquì
que conforme a ciencia e a tecnica foi
avançando e iam aparecendo no mercado
os novos engenhos capaces de producir
53
infinitamente
mais com um mìnimo de
esforço,os espavilados pedrei-
ros logo caerom na conta de que o
perforar os penedos e modelalos con-
vertendoos em còmodas e caprichosas
mo-
radias era cousa de brincadeira. E assim
nasceu Aurea Petrea a cidade encantada...
Mas nâo foi sô esto o que deu fama
a este
pais, foi tamèm o facto de que achando-se
arrodeado de montanhas inòspitas e cober-
tas de cactos,tiverom o acerto de investi-
gar atè dar com a fòrmula capaz
de trans-
formar estes vegetais espinhosos em fonte
inesgotàvel de alimentos,convertendoos
em
farturentos produtores de sucos,marga-
rinas e um sem fim de cremas que a par-
tir da sua base o gènio culinàreo
sou-
be transformar nos mais preciados
e apetitosos manjares..............
Maravilhosas sâo todas es-
tas cousas que me con-
tarom,mas,
54
creio que nâo
tenhem comparança com o
que vì com estes meuos olhos.
Pasmai-vos senâo do meu assombro
quando ao clarejar o dia,fui,segundo
Tanatus me indicara, as portas da ca-
sa de Ana Bela e me atopei com umha ban-
dada de passarinhos que estavam a pousar
nas ramas dos arbustos que em plena flora-
çâo enfeitavam a balconada dos
aposentos
da gentil donzela e nem bem se acomodarom
começarom a entoar tâo fermosa
melodia que
fiquei extasiado,maximo quando pulsando
umha harpa eòlica a Bela mostrou seu
di-
vino rosto e escultural corpo no meio da
porta que dava acesso ao balcâo.Tal era
a sua beleza e tâo sublime aquel canto
que pensei achar-me jà num dos ane-
lados paragens do mesmo Cèo...
Sim,eu achava-ma em èxtase e
assim continuaria por todo
o sempre se nâo vier
Tanatus à
55
saudar-me e di-
zer-me que aquela escea
era a diària alvorada que Ana
Bela mas as suas canoras aves ofe-
rendavam ao nascer dum novo dia.Logo
explicoume que a sua bem amada era Me-
loganoteta,ou algo assim como profesora
de canto e melodia,mas,para conjuntos de
seres alados e humanos.Mas o que a mim me
pareceu foi umha musa ou deusa do canto....
Apòs dar-me estas aclaraçâos
que me libera-
rom do èxtase e que quiças mais
me confun-
dirom,continuamos reverentes a escutar a-
quela alvorada celestial e ao remate, comu-
nicou-me que logo ao meio dia,darìa
um
concerto a coral mista que a bela dirigia
e tutelava,no centro da cidade,numha
espècie de praça que a natureza
con-
formou ao seu capricho e os nativos
acondicionarom que era um pri-
mor sô de olhar....................
Para passar as horas
dedicàmonos
56
a percorrer um-
ha grande parte da ci-
dade,donde atopamos em cada
esquina ou passo para outra corre-
doira,umha charanga,constituida em
sua maioria por animales de grande por-
te. Direi-vos que a tal explosâo de alegria
nâo era em nossa homenagem e sim por
que estavam a celebrar-se as festas anua-
les da tribu e assim desfrutavam os patri-
cios e os foràneos ao encher a cidade
toda
de bandas de mùsica,fanfarras,orquestinas,
sempre compostas por bichos e por humanos.
tamèm actuavam ao seu capricho os grupos
folclòricos que a mais do canto praticavam
a dança em pontos jà para tal
fim acondi-
cionados.Ao meio dia,antes do almoço,
fomos escutar o conjunto que dirigia
Ana Bela a dos olhos luminosos e
como o tempo corre que voa ti-
vemos que deixar de olhar
moitas cousas maravi-
lhosas,pois
57
igual chegàva-
mos tarde e nâo era para
tal,assim que um pouco antes
da hora jà alì estàvamos
e como
nôs toda umha infinidade de gente que
ansiosa esperava o começa dum concerto
que jamais imaginou quem tais cousas vos
conta,pois alì estavam cinquenta meninos
e outras tantas meninas,todos ataviados
segundo a velha usanza de os varâos com
mantelo azul celeste e as fèminas com
bata
branca e todos eles em tela de linho........
No meio destes dous grupos umha fileira de
passarinhos pousados numha barra que atin-
gia a altura das cabeças dos mais fornidos
e um pouco mais abaixo,assim como por a
cintura,outra,com aves de maior porte
entra as que destinguì,cisnes,alon-
dras,oropèndolas,sabiàs e outras
que nâo lembrava mas que sô de
olhar jà alegrava a vista.
A hora em ponto,apa-
receu Ana
58
Bela a dos lu-
minosos olhos e começou
o concerto.Tal foi de indescri-
tivel aquel harmonioso trinar e mo-
dular que para termos umha idea aproxi-
mada teriamos que ajuntar a todos os gran-
des polifonistas da terra e ainda agregar-lhe
o mais selecto do canto gregoriano,para assim
chegarmos a umha feliz aproximaçâo.
Em fim
o que eu sentì è inexpicàvel
e isso porque as
emoçâos nâo tenhem explicaçâo
,viven-se e
nada mais......................................................
Fomos logo almoçar e entre pratos e
vian-
das,sempre bem regadas com vinhos esqui-
sitos e licores nunca por mim degustados,
passarom as horas atè a chegada do mo-
mento cùmeo do dia,que era o concerto
que oferecia a orquestra mista dirigida
por o nobre patricio Atanatus Rex,
pai de Ana Bela e gram maestre
de maestres no divino arte
de ensinar a homens e
animale a
59
entender-se har-
moniosamente ante um pen-
tagrama,por algo era o "melo-
ganoteta" Atanatus Rex..............
Compunha-se a orquestra que este ex-
celso mestre regia,de cem animales e
outros tantos humanos,mas douscentos
seres alados de especies e tamanhos vàrios.
O concerto começou pontualmente e inter-
pretou-se umha sinfonia de "opus" desconhe-
cido,atribuida a um lendàrio mestre
nestes
mesteres tâo antigo que se perdia na
noite
dos tempos,porende tal era a frescura e a
força de atraçâo,tal o
seu encanto e har-
mònico fluir,que a todos prendia e a
mim
extasiava. Ainda assim e a pesar de ser
tâo doce,aquel sublime discurso sonoro
as veces estremecia ao mais intrèpido
e valente,pois que o retumbar dos
timbales e o resoar dos Gon-
gos,golpeados certeiramen-
te por as trompas dos
elefantes
60
davam a sensa-
çâo de que algo moito
superior ao humano bem fazer
era o que alì se ejecutava. E què
direi dos lais e dos gemidos de certos
bichos sempre ao compasso dos volinos
e violoncelos! O què das trompas e dos
trombones e das trompetas ao unìsono
com
elefantes,hipopòtamos,leâos e
panteras,
mais certa aves de estridente canto! Que
posso dizer dos clarinetes,das ocarinas e
flautas,dos fagotes,oboes e tubas em har-
mònico fluir sonoro com o miar dos gatos,
o relinchar dos cavalos,o uivar dos lobos
e cans,ou o roncar dos pocos,sem esque-
cer o balar de ovelhas e cabras!............
Em fim,um espectàculo como o que vos
estou a relatar nâo tem melhor apre-
sentaçâo que a que cada um com
sua imaginaçâo è capaz
de dar.
E assim passou aquele dia,
e moitos outros entre
festas para
61
mim e trabalho
para os meus amigos,
pois estes,ainda que desfru-
tavam dos festejos nas horas de
assueto,nâo esqueciam as suas lavo-
res,por as quais alì estàvamos
todos.
Foi,num desses prezados momentos de
repouso,quando Tanatus,acompanhado de
Ana Bela,a dos olhos luminosos,me invi-
tou a ir com eles e outros moitos a procura
dumha pedra preciosa,a mais pura e idònea
para enfeitar a diadema que o concelho que
trata de tais mesteres,ofereceria em sessâo
solene à mais destra das alondres que
se
conhecia em moitos anos no arte de can-
tar e entoar em grupo,tal qual a que tin-
ha visto e ouvido no espectàculo ofe-
recido por Ana Bela,a dos lumino-
sos olhos....................................
Encantado aceptei e alà fuì
na grupa de Argus,ave fenis
ao meu serviço o qual
nem bem no-
62
tou que eu me
achava bem instalado si-
nalou-me com um estridente
grito que iamos a remontar o voo
e assim foi,num abrir e pechar de o-
lhos là estàbamos no ar, bem
asido eu
ao seu pescoço com os dous braços,qual
aperta fraternal e sentindo a mais insò-
lita das emoçâos,qual a de voar
na grupa
dumha portentosa ave como era Argus,do-
minando o espaço,sentindo-me tâo
etèreo
que atè ao pairo remonto as nubens e
sulco
os cèus como quando se està a
sonhar a
carâo da almofada.Nestas divagaçâos
me
achava quando Argus me indicou que iamos
pousar num coruto da mais alta montanha
de toda a comarca. Apertei-me forte-
mente ao seu gasnete e logo toma-
mos terra,primeiro Argus e logo
que se agachou suavemente eu.
De contìnuo,sempre unidos
por umha correia fo-
mos dum la-
63
do para
outro a procura de algumha
pedra que
nos chamara a atençâo. A-
mim tudo
me admirava,pois tantas e
tâo
preciosas eram as pedras que por
o monte
todo havia esparcidas que
nâo
sabia para donde dirigir a vista
e atordoado
parecia. Graças a que
Argus estava
pola lavor e num mo-
mento dado
com o seu potente petei-
ro bateu
num amontoado de reluzen-
tes seixos
e dele sacou um brilhante
rubì
do tamanho dumha cereija e mo
amostrou
indicando-me que essa seria
a gema ideal
para engascar no ouro
dumha diadema
que logo enfeitaria a
cabeça
da mais feliz das alondras
que se tinha
memòria.Assentì da sua
certeira
e fina apreciaçâo e saltando
a grupa
que tâo gentil me oferecia,
num instante,vejo-me
no cèu de re-
greso a
Aurea Pètrea. A moitos ato-
64
pamos no
caminho e todos contentos
saudavan-nos
comentando que tinham
achado a
pedra idònea para o ditoso
enfeite,mas
nâo estavam no certo po-
is que,o
rubì que Argus me entregara
foi sem
contestaçâo o elegido para
engastar
na diadema daquela alondra
que tâo
bem cantava e mais merecia.
Apòs
esta insòlita escurçâo,moitas
outras veces
voei na grupa de Argus,
mais desta
feliz ocasiâo jamais esque-
cì
nem esquecerei. Logo desto passa-
dos uns
dias,levantou-se o campamen-
to e entre
apertas de mâos e abraços
emprendemos
a marcha,caminho de
Lacustra-Aurea.
O ultimo em incorpo-
rar-se ao
comboi foi Tanatus, pois
na despedida,pensei
eu, deixava seu
coraçâo..............................................
Bem triste
que o vi, mas, como è na-
tural em
toda criatura bem ajuizada
65
logo voltou
ao habitual modo de ser
e sorrindo,acercou-se
a mim para
dizer-me
que a sua dona ficara imen-
samente
feliz por ter a dita de conhe-
cer umha
criatura de outra galàxia e
poder rememorar
de por vida o feito
de ser a
minha perìcia a que aportou
a mais bela
jòia com que jamais ave
algumha
fora premiada.Disselhe eu
que nâo
fora meu o acerto e sim de
Argus mas
em vâo.O feito sucedera
comigo e
os cidadâos de Aurea-Petrea,
me lembrariam
sempre relacionando-
me ao acontecido.Logo
informou-me
que passariam
umha semana rasteando
por a comarca
que linda com Lacustra-
Aurea e
que se era do meu agrado,jà ao
lombo de
Tantor, jà sobre Argus, perco-
rrera o
que ambos tiveram a bem mos-
trar-me.
E assim o fiz. Um dia com o
colossal
felino andei nâo sei quanto
66
pois ante
as maravilhas que natura
oferecia
a estes meus olhos,perdida ti-
nha a noçâo
do tempo. E vi tais cou-
sas! Vi
àrvores que floresciam a jei-
to de pisca-pisca,mostrando
a beleza
das suas
flores durante um momento
e logo ocultàndoas
e assim intermiten-
temente
durante o dia todo. Olhei e
escutei
plantas que vibravam de cotio
qual se
fossem pastoriles flautas a
entoar harmonicos
desacordos e arbustos
que moviam
as ramas que nem um director
de orquesta
a sua battuta, como se a
dirigir
estivessem umha fantàstica
sinfonia
nunca acabada. Tamèm vi ervas
que emitiam
uns sons tâo doces que se
confundiam
com as ocarinas que ainda
resoam na
minha memòria desde quando
moço
me facinavam a luz do luar............
Tais cousas
vi e conhecì que cansaria
de tanto
falar e nâo digamos do que
67
pude apreciar
quando no lombo de Argus
bem agarrado
ao seu pescoço,voei por
aqueles
cèus lìmpidos e sem contaminar.
Que paisagens
nâo contemplei com estes
olhos meus!
Pena nâo ser eu poeta para
poder narrar
tanta beleza.Por elo hà
que conformar-se
com que continue o re-
lato que
fascinado por tais maravilhas
abandonei..............................................
Dizia,que
estàvamos a caminho de La-
custra-Aurea,a
cidade dos mil lagos
feitos polo
homem para producir fartu-
ra,lazer
e beleza. E segundo nos iamos
acercando,Tanatus
foi-me relatando
como daquelas
cristalinas àguas se
extraim
ingentes cantidades de energia
blanca que
logo era acumulada em mi-
lheiros
de baterias de infinitos tamanhos
com a que
se sustinha umha avançada in-
dustria
capaz de produzir tudo o que ò
povo era
mester.Relatou-me tamèm co-
68
mo graças
a tal poder energètico pudo
o povo desenrolar,desde
hà centos de
miles de
anos,a industria"Celulomi-
toquimica",com
a qual se produzem,a
partir da
celulosa activa,os mais ousa-
dos projectos
comensando por um mo-
delo em
miniatura que logo se faz cres-
cer atè
o tamanho desejado e logo ao
secar endurece
de tal jeito que a sua
duravilidade
pode-se calificar de im-
perecivel.
Assim forom construidas
as grandes
obras e assim se fabricam
as
mais sofistificadas màquinas e ferra-
mentas que
se empregam nos milheiros de
serviços
que umha civilizaçâo superior
è
capaz de oferecer aos seus membros,
sem deixar
de ater-se ao ancestral man-
dato que
insta a rejeitar o supèrfluo e
a valorar
o funcional,de jeito que os
incolas
deste prodigioso planeta dis-
frutam de
todos os beneficios da cièn-
69
cia e da
tècnica mas sem que jamais se
deixem possuir
por a moleza o que re-
dundarìa
inexoravelmente em caer no vi-
cio e na
dissoluçâo.E rematou Tanatus
afirmando-me
enfaticamente que tudo o
que se produze
com os engenhos sâo os
articulos
que o homem nâo pode elabo-
rar com
as suas propias mâos...............
Em Titantotenakus
ten-se consciència
do perigo
que supoe para os humanos a
indolència
e com leis justas combateu-
se desde
os primordios da civilizaçâo,
o que possivilitou
transformar este pla-
neta num
autèntico paraiso,senâo re-
parade no
que ainda tenho para contar:
Nem bem
chegamos as portas da cidade
o comboio
foi acolhido com alegria tan-
to polo
povo como polos seus regedores.
Bem sabiam
todos qual era a sua missâo
e dispostos
estavam a colaborar pres-
tando toda
clase de serviços,porende
70
nâo
forom aceptados,pois podiam inter-
firir na
boa marcha da investigaçâo,
assim que,apòs
agradecer as boas in-
tençâos,instalou-se
o acampamento a
beira dum
plàcido lago e jà logo,Tana-
tus veu
a mim para invitar-me a que o
acompanha-se,pois
queria mostrar-me
as plantaçâos
de esponjas obsorventes
da luz solar,que
cresciam em moitas de
milheiros
de plantas no leito dos lagos.
Estas plantas
espongìferas,forom cria-
das polos
cièntificos dos primeiros mi-
lènios
e a jeito de arbustos proliferam
viçosamente
nas àguas doces,produzin-
do uns frutos
parecidos a noces,mas,do
tamanho
dumha calabaça que ao madurar
sâo
recolectadas e postas a secar para
que soltem
a casca e assim qual umha es-
ponja a
àgua,poidam absorver a luz do
Sol,para
logo no oscuro alumear como
se forem
tremendos bagalumes,tendo
71
a virtude
de que sendo expostas nova-
mente a
luz,voltam a obsorvela e assim
por tempo
indefinido,dependendo da
colheita,do
tempo ou do trato. A olhar
estas preciosidades
e como se reco-
lhiam fui
em companha de Tanatus
e moitos
mais. Para andar livremente e
com soltura
fomos equipados com trajes
especiais,que
estavam previstos dum-
has mascaras
que continham brànquias
similares
as dos peixes e nos permitiam
respirar
placidamente o oxigènio das
àguas
transformandoo em ar puro.Estas
jòias
lucìferas,que eu jamais acreditaria
que existissem
se nâo as tiver visto,
alì
estavam ao alcanço da mâo dos
que descemos
e eu mesmo recoletei
algumhas,pois
era engraçado pegar
aquelas
noces gigantes nas profundi-
dades do
lago. Mas,ainda tem moitas sor-
presas e
prodigios este inaudito pais
72
de Lacustra-Aurea.Pasmade
senâo,pois
quando finde
de relatar o que alì olhei
nâo
estranharìa que todos desejàsedes
viver alà
e para sempre.Escutade: Vi
naquele
èdem, grandes barcasas todas
elas feitas
de plumas de fantàsticas
aves,que
eram puxadas por formidà-
veis patos
e nas quais iam tantos como
umha
dùzia de meninos,sempre acom-
panhados
por um adulto e vigiados bem
de perto
por moitos golfinhos,por si
alguèm
caia ao lago. Dava gosto de
olhar como
desfrutavam os pequeninhos
nestas barcas
tâo enfeitadas,tâo mo-
les e garimosas,mas,o
que nâo sentì
de emoçâo,quando
vi a moitos meninos,
assim da
vossa idade,a cavalgar na gru-
pa de majestosos
cisnes,que ora nada-
vam,ora
alçavam o voo para admiraçâo
minha e
regozijo dos miudos. Tamem vi
alì
vicicletas aquàticas que os mais
73
crescidos
manejavam com
destreza
pedalando ao azar,dum
lado para
outro,sô por prazer ou
fazer perna.
Mas,se o dito atè agora
vos admira,esperade
o que vos conto:
Tinham os
pequeninos daquel pais,for
necidas
por o conselho da tribu em a-
bundància
e sempre gratuitamente,um-
has formosas
e còmodas aerovices que,
por intemeio
dum engenhoso maquinismo
nem bem
se pedalava um pouco e jà al-
çava
o voo como um passarinho gigante
e sem grande
exforço remontavam o cèo
tanto mozas
como moços,sempre a pro-
cura de
emoçâos para nôs desconhecidas
e ao par
que se desarrolhavam fisica-
mente incentivavam
a pericia.Para mim
jà
na invernia da vida,era um prazer
olhar aquel
espetàculo,tanto polas
piruetas
que faziam,como pola alegria
que espalhavam.Mas,voltemos
ao que
vi,assim
que,continuarei falando do que
74
aqueles
dias olhei,ora mon-
tado sobre
Tantor,ora desde a
grupa de
Argus,mentres os meus ami-
gos continuavam
com as suas tarefas.
Escutade
o que tenho a dizer das mara-
vilhas que
observei desde o alto do cèu.
Foi desde
as alturas donde reparei entu-
siasmado
num sem fim de grupos de me-
ninos,acompanhados
por os seus mestres
percorrendo
prados e bosques para fami-
larizar-se
com toda clase de coisa viven-
te. Os educadores
procuravam mostrar-
lhes o que
pode olhar-se a simples vista
para,assim,ir
aos poucos assimilando
os mecanismos
que possivilitam aos
humanos
o poder comunicar-se com
os animais
superiores. Olhei tudo isto
e moito
mais,atè cansar de dizer,mas
nâo
o fago porque passo jà às impre-
sionantes
novas que fuì conhecendo
caminho
de Campus-Aurea,donde
remataria
a feliz viagem................
75
Para começar,direi-vos
que
Campus-Aurea
è a cidade que os-
tenta a
insignia de capital,mas na
realidade
era tal qual outras povoa-
sâos,esso
sim,cabeceira de moitos e
pintorescos
povos,cujas tribus se de-
dicavam
as labores do mar,sendo este
salgado
elemento a sua maior riqueza
e fonte
inesgotàvel de fartura. Porende
o nùcleo
central,a capital,vivia das
actividades
que gera umha administra-
çâo
àmplia,pois atingia a moitas cidades
do pais.Com
todo,tinha outras actividades
mais,jà
que nesta, luminosa cidade res-
plandeze
sobre todas as outras lavores
o
cultivo da sabedoria e da sapiència,
o florescer
constante das artes e das
letras e
a pratica intensiva do amor e
da justiça.Quiçàs
que por esto ùltimo
è
que foi um dia,jà perdido no tempo,
erigida
como capital de todo o pais.Pe-
ro deixando
esto de lado,passo jà a
76
falar-vos
desses pequenos
povos do
litoral,donde os ìnco-
las vivem,segundo
pude verificar,
tâo
felizes e ditosos que jamais tro-
cariam o
seu modo de vida por outro.
Pois como
vos vou a contar,là eu vi a
fornidos
marinheiros cavalgando ao lom-
bo de mansos
golfinhos que na procura
de moluscos
e crustàceos nâo tinham ri-
val. Sendo
por seu abnegado intermèio
que localizam
bancos de uns e cardumes
dos outros,de
donde extraem as crias
idòneas
para em gigantescos criadeiros
os engordar
atè que no seu tempo cìclico
sâo
destribuidos ao mercado de consumo.
Sendo sô
estes bichos,crudos ou coci-
nhados,os
ùnicos animales que os huma-
nos consomem.
E esto porque nengum
destes alimentos
tem sangue e por tanto
nâo
fere os seus sentimentos,nem pro-
voca a menor
contradiçâo com as precla-
ras leies
dictadas por os antergos sà-
77
bios que
assentarom os
princìpios
bàsicos de convivència
entre todos
os seres vivos.Porende
o homem
e os demais animales tenhem
que alimentar-se.Disto
fuì ampliamente in-
formado
por Tanatus,o qual me indicou
que talvez
o ideal seria comer sô pro-
dutos sintèticos,elevorados
como fazem
as plantas,mas,esto
nâo fora decidido
no seu tempo
e agora os ìncolas nâo
estâo
por o càmbio,maximo que o a-
certo foi
total e agora redìculo seria
o intentar
um novo proceder. Por esto
è
que procedem assim,tal qual fui vendo
e continuo
a relatar. Vi outros moitos
marinheiros,que
previstos de màscaras
branquiales,cavalgavam
em gigantescos
cavalos
marinhos,os quais atingiam o
tamanho
dum corcel dos de aquì da te-
rra.Foi
nestas bestas,que pareciam de
fàbula,que
percorremos os incomensurà-
veis prados
de algas reprodutoras de
78
toda caste
de sucedàneos
de carnes
de peixe,comestivel
para humanos
e os outros animales
que com
ele convivem,E em tal quanti-
dade que
è impossivel calcular.E assim
passamos
horas e horas explorando a-
queles prados
marinhos,sempre frondo-
sos,donde
pululavam infinidade de pei-
xes,servindo
eles mesmos com os seus
excrementos
e corpos como complemento
ao alimento
que as algas precisam para
a sua nutriçâo.Recolhemos
brotes e ga-
lhos de
todos os tipos,em especial das
mais importantes,polo
consumo claro es-
tà
e carregando quanto a cavalgadura
podia suportar
emergemos a superfìcie,
donde umha
vez mais os tènicos esco-
lherom o
que era de interes para umha
posterior
anàlises e o resto para jà
em sito
degustar.Logo de saborear tâo
esquisitos
manjares descansamos.......
E assim
passou aquele passeio marinho.
79
Mas este
preciado elemento
nâo
è tâo sô umha despesa ou fà-
brica de
alimentos,è tamèm ,fonte
apreciàvel
de outras actividades,en-
tre as quais
destaca o transporte de
mercadorias,em
um sem fim de barcos,
de diverso
formato e tamanho,os quais
quase sempre
remolcam ou puxam des-
tros e dòciles
cetàceos que obedecem
com preciçâo
as ordens do sinalogo-
teta. Quando
a ruta è polo litoral a-
companham
o barco ate o porto de des-
tino,porende
quando o navio è transo-
ceànico,sô
o remolcam atè o mar aber-
to e alì
mesmo donde o seu instinto
deduce que
nâo hà perigo para a fauna
marina o
deixam.Entâo a nave acende os
potentes
motores que sô emprega em mar
aberto e
galga nas ondas a velocidades
inverosimiles
atè chegar a umha distàn-
cia prudencial
do seu destino.Tantas
forom as
maravilhas que vi nestas ribei-
80
ras,que
que nâo posso con-
tinuar a
relatar sem vos cansar
por elo
passo a contar-vos o que me
deparou
a maravilhosa cidade de Cam-
pus-Aurea.Para
começar direi que è
algo assim
como irreal,de fàbula ou
de conto
de fadas. Por exemplo,prèdios
e palàcios,sâo
todos construidos de
grandes
blocos de granito noble donde
os grandes
escultores plasmarom e se-
guem a plasmar
as mais belas e variadas
scenas que
a mente humana pode imaginar
e alì
donde o cascote ocupa o seu lugar
este è
recuberto com sobervos e ilustra-
tivos mosaicos
feitos com as mais precia-
das e luminosas
pedras que em abundàn-
cia no pais
existem,espalhadas por aqui
e por alì..............................Dizer
que os
seus parques
e jardins,nâo tenhem par,
pois a tal
ponto a mâo sàbia do homem
se combinou
com a natureza que è impos-
sivel atingir
tal harmonia a nâo ser
81
que tal
simbiosis se volte
a producir
e isso sô para os igua-
lar.Sem
mais meus queridinhos repa-
rade bem
no que vos conto. E tal a fa-
ma e beleza
de Campus-Aurea,que a dià-
rio se acha
invadida de visitantes,por
esso em
qualquer momento e em qualquer
esquina,pode-se
atopar,ora um mùsico
tanhendo
o laude ou um arpa,ora um
rapsoda
entoando umha cantiga ou bala-
da,nâo
faltando nunca um trovador aquì
e outro
acolà trovando as mais belas
cantigas
de amor ou de escarnho.E o que
direi dos
titeriteiros,ou dos malabaris-
tas e saltimbanquis
ou dos pintores
que usam
os lousados de pedra para mos-
trar o seu
arte e admirar assim a quem
passa.E
toda a cidade durante todos os
dias do
ano,desfruta dumha perpètua
festa oferecendo
felicidade e folguedo
e sem gravamem
algum a todos os seus
moradores
e visitantes.Mas esto è sô
82
umha de
tantas facetas que
eu achei,mas
nâo è inferior em
importància
o que me contou Tanatus
e passo
a relatar-vos,advirtindo-vos que
tem cousas
em qualquer lugar que nâo
aparecem
aos olhos dos visitantes mas
existem
e sâo sem dùvida algumha do
mais importante.Refiro-me
a que em
Campus-Aurea
è donde se planificam os
programas
cientificos e dentro destes
està
o da saude pùblica a qual,segundo
fuì
informado vai na via de que a medi-
cina tenha
o fim de prever as doenças
ficando
a pratica curativa para atender
os acidentes
que sempre os hà,sejam
por imprudència
humana,sejam por
catàstrofes
naturais. Tamèm por bo-
ca de Tanatus
soube que a cultura
è
em Campus-Aurea espalhada de jei-
to com que
os humanos tenham conscièn-
cia de que
o saber e o concretizar esse
saber em
feitos,sô tem objetivo se è
83
em bene-
fìcio
da har-
mònica
convivència de todos
os seres
da naturaleza,recaendo no home
a responsabilidade
de moderar as contradiçâos
naturais,nâo
ultrapassando jamais o come-
tido de
administrador e fugindo sempre
da tentaçâo
de converter-se em amo e
senhor.Se
tal cousa fizer,ele mesmo
serà
irremissivelmente a primeira vi-
tima.Assim
mo assegurou Tanatus...
Destas todas
cousas me falou e de moi-
tas outras
que nâo conto por temor a
cansar-vos.E
logo desta maravilhosa
charla,levou-me
ante o seu pai o ve-
neràvel
Bonomantinus,o qual achando-
me apto
para conviver entre os seus
ofereceu-me
a sua casa,para na compa-
nha de tantos
e tâo magnificos amigos
alì
ficar atè o fim dos tempos.Porende
eu,que
partira da terra a procura do
planeta
da "Luz Divina" donde atopa-
ria a J.N.
o meu fantasminha camarada,
84
declinei
da generosa
oferta,com
grande pesar
para todos,moi
especial para mim,
mas eu saira
a procura do ditoso planeta e
tinha que
o atopar e assim lho fez saber a
todos e
unànimes forom na sua compreen-
çâo,de
sorte que desejando-me a mais
venturosa
viagem despedìmonos alimen-
tando a
esperança de que algum dia,
antes do
"Fim dos Tempos" voltàramos
a vernos..................................................
E alà
me fui,meus amiguinhos,num ins-
tante acho-me
instalado na mais ma-
ravilhosa
e potente nave interestelar
que virom
os tempos..........................
A fantastica
nave da imaginaçâo.
O que logo
sucedeu jà è outra història.
F I M